Tramitam no Tribunal de Contas do Estado desde a última segunda-feira (26) as contas do primeiro ano da gestão do presidente da Assembléia Legislativa, Amélio Cayres, no comando da mesa diretora.
No balanço, o Legislativo teve receitas de R$ 408 milhões e 209 mil no ano passado. Cerca de 30% a mais (R$ 95 milhões) do que os R$ 312 milhões previstos no orçamento. "Para atender as necessidades da Casa", explica o relatório.
Para este custo aí de R$ 408 milhões, os deputados apreciaram apenas 264 projetos de lei, ECs e MPs. Apenas uma matéria foi rejeitada. São formidáveis R$ 1,546 milhões por cada projeto analisado pelos parlamentares.
Em termos relativos considerando apenas custo de todo o Legislativo X cumprimento da finalidade do poder.
Além dos salários, os deputados tiveram no ano passado R$ 12,653 milhões de verba indenizatória e outros R$ 1,012 milhões de auxílio moradia (sete deputados recusaram-se a receber o auxílio).
Há recortes mais interessantes: o Legislativo aplicou na TV Assembléia (que diz atingir todo o Estado) a soma de R$ 6,7 milhões. Já na TV interna no prédio do Legislativo gastou R$ 4,1 milhões.
Outro dado interessante: o Legislativo, sob Amélio, fez despesas de R$ 26 milhões e 927 mil em limpeza, vigilância e segurança daquele prédio do Legislativo. Despesa desembolsada a quatro empresas. Duas das quais de um mesmo proprietário.
Se são questões que podem unir e reunir os deputados em torno de Amélio pelo que isto representaria, fazem, por outro lado, emergir o gasto de mais para produção de menos dos parlamentares.
Afinal, R$ 26 milhões para manter a segurança e limpeza de um prédio daqueles e R$ 4,1 milhões para um sistema de comunicação interno no mesmo prédio não é café pequeno.


