Essa decisão da Secretaria da Saúde de fechar o HGP para atendimentos de urgência é de uma irracionalidade impressionante. É claro que o HGP foi instalado para Alta Complexidade e que fosse legal a orientação do Ministério da Saúde.
Mas ontem, por exemplo, o MPE acionava a Justiça para garantir uma UTI a paciente idosa de uma UPA para tratamento de um AVC no HGP. Ou seja, AVC não deve ser urgência ou emergência, nem alta complexidade para os burocratas da Saúde. E careceria de regulação!!!
A realidade, como se nota, entretanto, é outra. UPAs não tem atendimento nem equipamentos para determinados tipos de emergência, especialmente em acidentados, mais de 80% dos atendimentos no HGP. Assim como é óbvio determinados casos não esperam a burocracia da regulação.
Surtiria melhor resultado a Secretaria Estadual de Saúde estabelecer uma administração conjunta com a Secretaria Municipal, auxiliando as UPAs e o governo trabalhando com sua bancada recursos para a construção de um Hospital Municipal na Capital.
Obviamente, a decisão é uma declaração de guerra política com a Prefeitura da Capital. Só que as buchas de canhão são as vidas humanas necessitadas de atendimento na saúde pública.
Como é notório, o expediente da regulação e a competência das UPAs são já estabelecidos e conhecidos. Na mais absoluta e confessa incompetência de educar a população, a Secretaria de Saúde, com a decisão, prefere, assim, criar um muro de arrimo entre o serviço público de saúde (que se repita público e universal) e a finalidade de sua existência: atender universalmente o contribuinte.
A melhorar sua comunicação e atendimento ou aparelhar o sistema que poderia, até mesmo, ser a construção (ou instalação), por parte da Secretaria Estadual de Saúde, de um outro estabelecimento para atender as urgências e emergências. E não barrar doentes por não enquadramento em regras de burocratas.
Talvez, com o aumento do número de óbitos por falta de atendimento, a população decida procurar primeiro a UPA e a regulação, deve ser a expectativa dos burocratas da saúde.
Ou seja: se morrer antes, bem feito por não seguir a burocracia oficial e não procurar primeiro a UPA ou entrar na fila da regulação.E olha que o orçamento da sáude este ano é de R$ 1,7 bilhão. No ano passado teve receitas de R$ 2,3 bilhões. Para fazer isto aí agora.
Depois reclamam da judicialização da Saúde.


