
Caros, o que você vê aí é uma espécie de furto consentido pelos governos e parlamentares. Pelo consumo de 18m3 de água no mês o consumidor desta conta aí pagou R$ 179,57 à BRK Ambiental no mês de outubro. Do valor, R$ 79,76 pelo esgoto. No mês de novembro, a fatura registrou um consumo de 29m3 e uma conta de R$ 376,47. Sendo R$ 165,54 de esgoto.
A lógica, a matemática financeira, a inflação de menos de 4% ao ano!!!! a Selic de 5,4%, o custo zero da água que vende, os financiamentos de bancos oficiais públicos que contrai com juros sociais para tratá-la com prazos a perder de vista e a honestidade obrigariam que com um aumento de consumo medido na ordem de 61% levariam a empresa a elevar o valor da conta em 61%. A BRK Ambiental cobrou do consumidor uma correção de 110%!!!!! Se corrigisse nos 61% conta ficaria em R$ 288,00. A BRK, portanto, sob seus próprios critérios privados, cobrou R$ 88,00 a mais do consumidor pelo produto consumido.
Diante da reclamação, a BRK Ambiental saiu-se com uma tabela à razão geométrica. E não aritmética. Por sua própria tabela (consumo de 26 a 30m3), este consumidor aí pagaria uma alíquota de R$ 10,99 por m3. Isto daria (29 X 10,99) uma conta de R$ 318,00. Ela cobrou R$ 376,00!!!!
Ocorre que a BRK Ambiental calcula de forma geométrica: até 10m3 multiplica pelo valor cobrado de quem consome até 10m3. E aí vai cobrando sucessivamente de 5 em 5 (os valores correspondentes na tabela) e, no caso, uma última de 4 (a diferença entre o 26 multiplicado geometricamente e o 30).
Ou seja, a conta, assim, ao invés de ser calculada pela tabela da própria BR Ambiental (consumo de 26 a 30m3 a R$ 10,99) é calculada geometricamente somando um resultado de R$ 376,00 contra o R$ 318,00 do percentual constante na tabela. Uma diferença de R$ 58,00 pela própria tabela do m3 da empresa.
De qualquer lado que se observe, seja pela correção em função consumo, ou pela correção marota da tabela da BRK, está-se diante de um furto público do consumidor. E a empresa sai-se com explicações burocráticas por elas criadas para explicar o ganho injustificável.
Se não justifica o furto qualificado do consumidor (permitido por governos e parlamentares) explica o lucro de R$ 94 milhões anuais (2017). Um faturamento anual de R$ 172 milhões e despesas de R$ 78 milhões atendendo apenas 20% da população do Estado.
Me informe aí em que lugar do Brasil ou do planeta uma empresa tem um lucro nominal de 54% ao ano. Ou, no Brasil, com inflação de 4% anuais, um lucro real de 50%!!!!!!! em apenas doze meses!!!!!! Vai ver os pessoal da BRK sabe multiplicar os peixes ou transformar água em vinho. Evidente que tudo isto do lombo do consumidor. E água, pela Constituição, é serviço essencial.
E que se note: sem qualquer ação concreta do Ministério Público, da Prefeitura e da Câmara de Vereadores, a BRK Ambiental opera na Capital sem licença desde junho de 2019, quando encerrou sua concessão. Aliás, concessão ilegal posto não ter sido apreciada pelo Legislativo, condição indispensável nas concessões de serviço público. Um convênio Mandrake que possibilitou à empresa tomar R$ 240 milhões emprestado à Caixa.


