Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Bolsonaro busca tocar fogo na democracia. Há outros 130 milhões de brasileiros que não o escolheram e que podem defender o STF e o Congresso

luizarmandocosta 18/05/2019 1003 visualizações

Vejo nas redes sociais no Estado pessoas defendendo o presidente Jair Bolsonaro e sua tresloucada condução que imprime ao país. Dizem não defender golpes na democracia mas o fazem no pior dos sentidos.

Bolsonaro, em menos de cinco meses, está criando condições para uma guerra civil no país, uma desconstrução da nação democrática, que ele próprio, com a ajuda de uns "burraldos", tenta conflagrar. A carta que retuitou ontem é motivo, sim, para uma proposta de impeachment. Assim como já o era a enormidade de crimes de responsabilidade que já praticou em tão curto prazo.

Bolsonaro  era conhecido. As redes sociais é que pouco se importaram com a História. Terra de ninguém.  Foi expulso do Exército porque queria explodir bombas nos quarteis e na cidade do Rio de Janeiro por reivindicações salariais. Está lá nos relatórios do Comando de Inteligência do Exército. Um policial relapso, pelos relatórios.

Na Câmara foi por 30 anos do baixo clero. Ganhou a eleição presidencial fazendo gesto apontando uma arma. Sem qualquer projeto, não consegue falar uma frase com sujeito e predicado. Tem problemas com orações subordinadas.

Nisto, evidentemente, até Dilma tinha deficiência. O problema são os princípios que suas expressões amplificam. Conseguiu em 120 dias o repúdio das maiores democracias do planeta. E isto não é acaso nem conspiração. Uma conspiração mundial.

Bolsonaro não pode alegar que não teve boa vontade da população. Ainda que a maioria nele não tenha votado. Dos 147 milhões de eleitores, apenas 57,7 milhões o escolheram. Os outros 90 milhões ou não votaram nele ou anularam ou se abstiveram.

Em absoluto representa o pensamento da maioria dos eleitores. E sim apenas dos votos válidos. Se considerarmos a população do Brasil em abril deste ano, de 190 milhões de pessoas, representaria Bolsonaro meros 30% dos brasileiros.

Há um contingente aí de 70% da população, 133 milhões, disposto a defender o Congresso Nacional contra o projeto de ditadura que Jair Bolsonaro parece querer, pelas ações que toma, implantar no país.

Muito nítido ontem na divulgação, por parte do presidente, de um texto conclamando as redes sociais (o seu nicho) a cobrarem o fechamento do Congresso e achincalhando com o STF.  Um doido varrido no Palácio do Planalto com uma família de afetados, acusados de desvios de recursos públicos.

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