Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Blocão na Câmara reduz o prático ao prático-utilitário: une no Estado as agendas dos partidos de Wanderlei, Irajá, Marcelo, Dimas e Damaso. Uma mais-valia na política!

10/04/2023 457 visualizações

Um dos assuntos da semana no Congresso (fora a pauta do governo federal) pode recair nas movimentações partidárias na Câmara dos Deputados e Senado da República.

Discute-se a criação de uma federação entre União Brasil e o PP no contraponto ao blocão formado na Câmara por MDB/PSD/Republicanos/Podemos e PSC. O blocão seria uma resposta à maioria de Bolsonaro/Arthur Lira e, por consequência, em favor do governo do PT.

A redução do prático ao prático-utilitário em nível nacional (o blocão) faz, na prática, juntar as agendas políticas de “injuntáveis” no Estado: Marcelo Miranda, Irajá Abreu, Wanderlei Barbosa, Dimas e Osires Damaso.

Já na Federação, casariam Dorinha Seabra e Vicente Jr. A Senadora do UB é muito próxima de Eduardo Gomes (PL/Jair Bolsonaro) – sua eleição (de Dorinha) resultou também de acertos entre Wanderlei e Gomes - que tomou o partido de Vicente que retirou o PP da ex-senadora Kátia Abreu.

Pela filosofia da práxis, prático é o ato ou objeto que produz uma utilidade material, um benefício, uma vantagem.

Obviamente que esse pragmatismo quase capitalista (produtivo, que produz um novo valor, mais valia) leva à castração, deformação ou esvaziamento da consciência política.

Ou seja, neste contexto, Jair Bolsonaro e Lula e, por extensão, a sociedade política, no território ideológico-político binário, tomados pelos partidos que lhes dão sustentação política, representariam tão somente seus interesses circunstanciais.

E não da sociedade que os escolhe pelo conteúdo programático que suas legendas (em um sistema partidário) são obrigadas a oferecer aos eleitores como opção.

Como se nota, fazem-no,  mas o desfazem à régua do quê e de quando falariam mais alto outros interesses.

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