Os institutos de pesquisas sempre se livraram de manipulações grosseiras com a justificativa técnica de que os resultados de suas coletas seriam circunstanciais.
Ou seja, materializando ou não nas urnas, não lhes pertenceria o resultado impulsionado. Uma malandragem que enricou muita gente e criou os primeiros “influenciadores eleitorais”: elas próprias.
Não é nada de hoje. Testemunhei por dentro de campanhas ao longo de duas décadas, o expediente ser utilizado. Época dos Ibopes.
As pesquisas eram manipuladas nas estatísticas. E saiam muito caras por fora. Os "Ibopes" de hoje são mais imprudentes. É na cara limpa.
Político, como é óbvio, não coloca a mão no seu próprio bolso. Com efeito, um negócio tão lucrativo que dirigentes partidários tem, por dentro, participação nas empresas.
Pois bem. A desembargadora Silvana Maria Parfieniuk determinou na noite de ontem que o Real Times Big Data "suspenda imediatamente a divulgação, nova divulgação, reprodução ou republicação dos resultados da Pesquisa Eleitoral no TO-04340/2026 em qualquer veículo de comunicação social, imprensa, rádio, televisão, sites ou redes sociais, sob pena de multa diária de no valor de R$ 50.000,00”.
E por que? Um monte de evidências indecentes. Na eleição polarizada, beneficiaria, claro, Dorinha Seabra e prejudicaria Vicentinho Jr com uma possível mentira numérica e estatística tendente a inflar a aceitação da senadora pelos eleitores.
Pesquisas verdadeiras e reais não exigiriam manejo sem transparência. Opacidade observada, preliminarmente, pela desembargadora. Com seus efeitos colaterais e consequentes numa disputa acirrada.
Na primeira, o Real Times Big Data comprovou o pagamento com Nota Fiscal emitida dez meses antes do registro da pesquisa (25/11/2025). Entende-se que recebeu pela pesquisa quase um ano antes. Até mesmo da decisão de candidaturas.
Mais: a descrição dos serviços era de informática/construção civil. Além disso, não especificou os locais das pesquisas. O Real Times Big Data, pela nota que apresentou à Justiça Eleitoral, teria prestado serviços de informática/construção. E não de pesquisas!!!!
Primariedade, desespero ou cara de pau mesmo. É provável que se um pai fizer uma pesquisa de aprovação na sua casa, com sua família, se não for bandido, terá maioria.
Essa pesquisa é aquela em que os marqueteiros (e rede) da senadora Dorinha Seabra amplificavam que a candidata estaria próxima de vencer no 1º turno.
O instituto terá que provar que "focinho de porco não é tomada". Ou simplesmente não entrará com recursos. Uma ação recorrente em eleições e pesquisas eleitorais contestadas.
Na semana passada, a Justiça Eleitoral já havia proibido a divulgação da Quaest. Tanto no Tocantins como em Goiás.
Institutos e os candidatos que os contratam perderam o pudor de vez. Podem enfrentar o pundonor do eleitor em seis dias.
E, com um empurrãozinho, fazer a polícia seguir o rastro do dinheiro.


