Sexta-feira, 23 de Out de 2026

BB fez bem em cancelar patrocínio na Agrishow!! Essa parcela cretina e extremista do agro, que exporta sem pagar imposto, quer R$ 403 bi do governo para safra 23/24 e mais R$ 2 bi de subvenções!! E se dá no direito de desconvidar Ministro

29/04/2023 1311 visualizações

Há vozes nas redes socais e no campo político criticando a decisão do Banco do Brasil de cancelar o patrocínio à Agrishow.

A suspensão se deu após o desconvite do Ministro da Agricultura e confirmação de Jair Bolsonaro na abertura da feira.

Obviamente que o desconvite do Ministro e festa para Bolsonaro, ex-presidente, expôs, mais uma vez, a face radical e reacionária de extrema direita de parte do agro que mistura ideologia particular com um país de governo de todos. Regra geral confundem conservadorismo com coronelismo. A direção tentou voltar atrás, mas o estrago já estava feito.

A ação da Agrishow contra o governo Lula e a favor do ex-desgoverno Bolsonaro, é praticada justamente na semana em que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil reivindica um aumento de 18,5% no crédito do plano safra 2023/2024.

A CNA pede R$ 403 bilhões contra os R$ 340 bilhões da safra 2022/2023. E juros (que já são subsidiados) menores. Crédito, por sinal, liberado pelo Banco do Brasil. Um banco de patrimônio de R$ 11,8 bilhões e onde o governo federal tem 50% das ações. 

O agro é importante para balança comercial do país. Ainda que suas exportações não modifiquem o caos social do país porque favorecem a concentração de renda e exportam empregos.

Mas sem pagar imposto algum nas exportações (Lei Kandir) faturaram no ano passado US$ 159 bilhões (R$ 792 bilhões na cotação deste sábado). Ou seja, 32% acima de 2021 (US$ 120 bi) e 60% mais que 2020 (US$ 100,8 bi). Repito: imposto quase zero. No Estado do Tocantins foram U$$ 3,087 bilhões (R$ 15,3 bilhões na cotação deste sábado).

O desconvite extremisa também enfrenta outro pedido da CNA: suplementação de R$ 900 milhões para o seguro rural que já tem R$ 1,1 bilhão aprovados no orçamento de 2023. Ou seja, os produtores querem que o governo federal (que desconvidaram em favor de Bolsonaro) aumente a subvenção (doação) do seguro para R$ 2 bilhões. Pagos, claro, pelo contribuinte, bolsonarista ou não.

Essa turma da Agrishow, portanto, quer que o BB financie uma feira que lhe é frontalmente contrária. No que, caso concordasse, o banco e o governo que detem seu maior capital, estariam contrariando a maioria da população do Brasil que prefereriu outro espectro político que os empresários do agro, em larga medida, ainda nele se agarram. Não em defesa de direitos iguais, mas daquele que acreditam ser apenas seu.

Um país do século XIX onde mandavam os coronéis de botas que defendiam a escravidão humana. Como Bolsonaro, em determinada régua, encampou e amplificou.

Esse pessoal, como se vê, anda para trás. Única saída que enxergam para a manutenção de seus negócios cada dia mais fiscalizado pelos mercados internacionais. Estão dentro de uma bolha que relutam em abandonar.

Terão que fazer uma escolha mais dia, menos dia. Não por causa de Jair Bolsonaro ou Lula. Mas pela compreensão mundial em defesa das democracias.

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