Se depender das projeções do Banco da Amazônia, os produtores do Estado terão mais crédito este ano do que o emprestado pela instituição financeira no ano passado.
O Basa elevou seu orçamento de aplicações no Tocantins para R$ 2 bilhões no ano de 2020. O volume de recursos disponibilizado é 15% superior à previsão orçamentária de 2019, da ordem de R$ 1,7 bilhões.
No ano passado o orçamento foi suplementado em mais R$ 800 milhões. Crédito disponibilizado à empresa vencedora da licitação de operação da Ferrovia Norte-Sul de Porto Nacional a Estrela do Oeste (SP).
Paralelo ao incremento no crédito disponível, o superintendente do Banco, Marivaldo Melo, apontou ontem ao blog uma série de ações da instituição para agilizar o atendimento ao produtor e interessado na sua carteira.
Dentre eles, as medidas práticas para contemplar, com financiamento, as pessoas e micro-empresários que não tem acesso a bancos, os denominados desbancalizados, que no país, conforme estudo do Banco Central, alcança espantosos 45 milhões.
O Basa, como é público, atende o Estado desde antes de sua criação, quando ainda pertencia ao Norte de Goiás. A instituição era, na prática, o único banco de fomento na região já que o Banco do Estado de Goiás (fechado no governo FHC) não disponibilizava crédito rural no Norte de Goiás. Uma das primeiras agências foi instalada em Porto Nacional e depois Dianópolis.
Nesta nova estratégia de atender os desbancalizados, Basa criou o Amazon-cred. Os desbancalizados formam grupos, abrem contas, fazem cadastro digital e obtém créditos individualizados, facilitando, assim, os financiamentos. Ele alerta, entretanto, que o cadastro das pessoas tem que atender à legislação. "Já fazemos isto em Araguaína e Palmas. Até junho vamos instalar o programa em Gurupi", antecipou o superintendente.
Marivaldo ressalta ainda a evolução digital do Basa hoje com 17 agências no Tocantins. Mas, conforme ele, expandindo com a disponibilização de recursos do FNO ( que representam 60% dos recurso da carteira) a outras instituições como Caixa e Banco do Brasil para atender a demanda em lugares onde o Basa não está instalado fisicamente. ‘O Basa liberou cerca de R$ 3 bilhões a outros bancos", disse, reforçando a saúde financeira da instituição.
Outra preocupação do Basa é com a agricultura familiar. A inadimplência preocupa a instituição e o programa depende, também, para seu regular funcionamento, da ação dos programas de extensão rural. No Tocantins, do Ruraltins. "A inadimplência chega a 10% mas vamos melhorar".


