Sábado, 24 de Out de 2026

Banco Central projetou ontem crescimento de 0,59% do PIB em 2023, mas LDO da Prefeitura estima crescimento de receitas de 15%. Projeção acima dos 12% da diretriz do governo estadual. É ver onde dará!!

18/10/2022 330 visualizações

O Banco Central calibrou ontem a previsão do crescimento do PIB para 2023: passou de 0,54% para 0,59%. E elevou a previsão do PIB de 2022: de 2,70% para 2,71%.

Deveria, desta forma, merecer reflexão a previsão de crescimento das receitas da Capital para o próximo ano (na PLDO divulgada hoje) de 15%.

Um crescimento maior do que os 12% aplicados pelo governo do Estado na sua PLDO. O Estado corrigiu a previsão em R$ 1,4 bilhão e a Prefeitura (leia aí do lado) em R$ 265 milhões.

As receitas, como é público, tem projeção de queda com desoneração do ICMS dos combustíveis, energia e comunicação.

E que refletirá, diretamente, nos repasses do tesouro estadual aos municípios em igual proporção.  O ICMS é algo próximo de 42% das receitas estaduais. Disso aí, 25% vão para os prefeitos.

Como a arrecadação depende diretamente da economia deve haver uma explicação técnica para a superestimação das receitas.

Ainda que o PIB estadual tenha registrado crescimento maior do que a média do Brasil nos últimos anos, a diferença de correção é espantosa, consideradas as projeções de queda na atividade econômica, como prevê o BC.

Ou os governos estão apostando no recrudescimento da inflação (que eleva a arrecadação) ou podem projetar fechar 2022 com superávit (também por causa da inflação até julho) e necessite de orçamento em 2023 para aplicá-lo.

Se der chabu, opta-se pelo famigerado contingenciamento, prejudicado o planejamento e as expectativas de mais obras que o orçamento  geraria na população 

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