Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Bancada ruralista no Congresso e produtores que detonam "governo que aumenta impostos" calam-se solenemente quando emerge o "governo que reduz impostos"

11/05/2023 810 visualizações

O governo informa ter reduzido (MP encaminhada ao Legislativo) a alíquota do ICMS da circulação de gado bovino em pé para outros Estados.

O Estado explica que a MP reduz o imposto de 12% para 7%. Aritmeticamente, uma redução de 33%. Muito embora o poder público tenha expandido 41,66% relativos.

Na MP, entretanto, se trata a redução como crédito presumido. Apesar de provocar desoneração, não é essencialmente uma redução de alíquota.

Os produtores (e a bancada ruralista no Congresso) não vieram a público, como se percebe, com críticas ao “governo que aumenta impostos” quando emergiria o “governo que reduz impostos”.

Ainda que impulsionada pela vontade política do governo, a desoneração era quase uma imposição. O convênio do Confaz (que incluiu o Tocantins) sobre o assunto não foi renovado.Mas ainda assim dependente da vontade discricionária do governo. Uma decisão política.

Pelo convênio 120/22 (agosto de 2022) que prorrogava os benefícios até 28 de fevereiro de 2023), o Estado poderia reduzir a alíquota em até 66,67%. Expirado o prazo do convênio, o Estado foi obrigado a cobrar novamente os 12%.

O convênio 120 não foi renovado por oposição do governo goiano. Mas aí o governador Wanderlei Barbosa entrou no circuito com Ronaldo Caiado, que não se opôs à redução para os tais 7%.

Sem problemas para um novo convênio.

E a bancada ruralista que sustenta R$ 16 bi de exportações sem pagar imposto e que foi contra o Fundo Estadual de Transportes para manter as rodovias que detonam sem pagar pedágio ou impostos no transporte da produção, se calou de forma explosiva.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano