O volume de recursos movimentados na comercialização Agrotins é indiscutivelmente representativo.
Os R$ 4,2 bilhões de negócios em cinco dias representam 6,5% do PIB de R$ 64 bilhões previsto para 2024.
Se dividirmos os R$ 64 bilhões por 365 dias do ano, teríamos um PIB diário de R$ 175 milhões. Ou: R$ 876 milhões em cinco dias.
A feira teria comercializado quatro vezes que a previsão do PIB.
E ainda em menos de uma semana, o equivalente a 22,8% do Valor Bruto da Produção anual do Estado: R$ 18,4 bilhões. Isto quando a área plantada aumenta e a previsão da safra é reduzida (Conab).
Ou também 28% do valor de todas as exportações do Tocantins no ano passado, da ordem de R$ 15 bilhões.
A feira digital da Agrotins (2021) movimentou R$ 254 milhões.
Wanderlei teria elevado em três anos a comercialização em 1.500%.
Considerando a feira de 2020 (a última antes do Covid-19) – comercialização de R$ 2,5 bilhões - a movimentação financeira teria aumentado 68%.
Já em relação a 2023 (R$ 2,9 bilhões) um aumento de 49%.
A inflação de 2020 a abril de 2024 (IBGE) é de 26,18%. E de 2023 a 2024 é de 6,42%.
Um crescimento real de 42,58% em um ano.
São números insofismáveis pois confirmáveis nos bancos e no comércio por notas fiscais.
Discutível, porém, o número de frequentadores apresentado: 232 mil visitantes.
Ou seja: 36 mil pessoas a mais que os 196 mil anunciados no ano passado.
Sem a demonstração da régua de aferição. Isto porque não havia controle na entrada.
Há outras ferramentas de medição. A feira, entretanto, preferiu não informá-lo, deixando a dúvida.


