É inegável que a seleção por uma regra de convergências que se dá nesta sexta entre o governador Wanderlei Barbosa e a prefeita Cínthia Ribeiro nos 33 anos da Capital, valorando e prolongando-se mais pela série de pontos ordinários que os ligam do que pelos traços que os separam, é civilizatório do ponto de vista político e inelutável sob qualquer ângulo que se os observe.
A cidade que teve verbas constitucionais apropriadas ilegalmente pelo Executivo estadual nos seus primeiros dias (com um prefeito e um governo municipal instalados), que resistiu a disputas políticas entre governos estaduais e prefeitos antípodas, vê, hoje, evidências de construção de relação institucional saudável entre os poderes. Muito explícita na programação de entrega conjunta de obras à população da Capital por governo e prefeitura.
E se isso se dá, apesar dos defensores do distanciamento entre ambos, credite-se à vontade política e índole dos dois. Wanderlei, por suas raízes no boqueirão da Serra do Taquarussu e Cínthia por formação e pela capacidade que herdou do senador João Ribeiro de administrar afetos políticos. E agora uma cidade como o faz com Palmas.
Um cuidado que há muito não se via não só com as ruas e bairros. Mas com os princípios de gestão fiscal, expediente que garante recursos a execução de um planejamento urbano mínimo em favor da população. Sem exposições afetadas contra adversários nas redes sociais ou discursos raivosos.
Se vai dar aliança eleitoral é outra coisa. Mas o bem que faz à cidade a regra de convivência (e convergencia) estabelecida é inegável. Um presente aos 33 anos de Palmas.


