Terça-feira, 29 de Set de 2026

Avacalhação no Supremo escancara condutas de juízes que afastaram governadores antes do devido processo legal no Estado, substituíndo os códigos por interesses políticos e financeiros

29/09/2026 132 visualizações

A avacalhação das condutas dos ministros do Supremo Tribunal Federal como que certificariam influências políticas nas decisões que atingiram governadores. Inclusive do Tocantins.

Ganhos e perdas corresponderiam ao poder não só político, mas financeiro das partes envolvidas. Impulsionadas não unicamente por recursos auriculares ou processuais.

Tem-se aí, portanto, um estado paralelo sob a cobertura do princípio do livre convencimento de juízes que, não raro, subordina provas e réguas processuais.

Um livre convencimento, que, por livre, não necessitaria ser refutado por uma outra argumentação porque, de per si, como livre que é, se bastaria para conferir-lhe validade.

E não é nada de novo. Na década de 2000, um piloto me revelava que transportava dinheiro vivo para ministros num King-Air locado pelo governo.

Quando as parcelas atrasavam, o processo se movimentava para frente. Pagamento em dia, dava um passo atrás. Aquele que ousou não pagar, perdeu. O profissional de aviação está “vivinho da silva” para recontar a história.

Os hoje ministros Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça (dois indicados por Jair Bolsonaro e outro que votou pela não condenação do ex-presidente) e os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Morais que se opõem às suas decisões, demonstram igual desprezo pela lei.

Reforçam no Estado a percepção que Wanderlei Barbosa foi afastado (pelo STJ) por uma decisão política (que ele crê ter sido construída por Kátia Abreu e Laurez Moreira).

E retornado por outra decisão política: de Nunes Marques, da artilharia bolsonarista no STF.

Com o empurrão do PL, UB e do Republicanos de Eduardo Gomes, Dorinha Seabra e Marcos Pereira. E o que dizer da empresária Dalide Correa!!

Isto quando os resposáveis pela aprovação dos ministros do STF são justamente os políticos. A raposa cuidando do galinheiro.

Uma Justiça com critérios heterodoxos de justiça.

Como  cantava o Molejão, numa tradução também livre: o que parece movê-la não é amor, é cilada. 

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