O governo publicou ontem o balanço do quadrimestre. E ele aponta aumento de 4,4% das despesas com salários de janeiro a abril.
O avanço das despesas não acompanhou o desempenho da receita corrente líquida de apenas 3,1%.
Na conta não estão incluídas outras despesas de pessoal como a data-base, indenizações e progressões concedidas em abril com implicações financeiras em maio já no segundo quadrimestre.
O governo fechou o primeiro quadrimestre de 2023, assim, consumindo 41,10% da RCL com salários. Um índice superior aos 39,35% com que fechou dezembro.
Em termos nominais, teve uma despesa bruta de salários de R$ 7,042 bilhões (nos últimos 12 meses) contra R$ 6,810 bilhões de dezembro. Uma diferença a maior nos gastos de R$ 232 milhões no quadrimestre.
Retirando as indenizações e imposto de renda, o gasto líquido foi de R$ 5,129 bilhões contra os R$ 4,762 bilhões líquidos de dezembro.
Por outro lado, a receita corrente líquida passou de R$ 12,104 bilhões (dezembro) para R$ 12,482 bilhões (abril). O crescimento, entretanto, foi fundamental para cobrir parte do amento de gastos com salários e ainda não estourar o comprometimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. O Estado tem batido recordes de arrecadação mês a mês e as transferências constitucionais também.
O avanço nas despesas de pessoal se deu na retração de investimentos. O governo empenho em investimentos R$ 849 milhões no último quadrimestre de 2022. E apenas R$ 233 milhões no primeiro quadrimestre de 2023.
O Executivo, entretanto, reduziu a dívida consolidada no período em R$ 126 milhões, mas aumentou o passivo patrimonial em R$ 22 milhões.
Especialmente a dívida com fornecedores que aumentou de R$ 125 milhões (dezembro/22) para os atuais R$ 146 milhões (abril).


