Sábado, 24 de Out de 2026

Ato pró-Bolsonaro na Praça dos Girassóis hoje pode ser, pela tese bolsonarista em curso, desagravo a Jair: Jeferson, aquele dos 20 tiros de fuzil nos policiais federais, seria amigo é de Lula como a terra é plana. Que coisa!!!!Aonde chegamos!!!

24/10/2022 859 visualizações

Há um ato programado para esta segunda-feira na Praça dos Girassóis em favor de Jair Bolsonaro. Se houvesse um naco, mínimo que fosse, de lucidez nos apoiadores de Jair Bolsonaro, poder-se-ia esperar prudência. Em condições normais, o comício teria micado por força das circunstâncias que exigiriam bom senso. Mas o bolsonarismo não é normal, não segue o racional e sim o imponderável.

Mas como se movimentam numa realidade paralela, devem transformá-lo num movimento de desagravo a Jair Bolsonaro em função das tentativas da “imprensa” de ligar o desde sempre bandido Roberto Jeferson – que deu 20 tiros de fuzil e atirou uma granada em Policiais Federais ontem –  ao Presidente quando seria amigo mesmo é de Lula, como sugeriu o grande mentiroso no domingo.

Aliás, Bolsonaro que já xingou Alexandre de Morais de canalha e Roberto Barroso de “filho da p.” repudiou no final de semana Roberto Jeferson por comparar a ministra Carmem Lúcia a uma prostituta. Todos do Supremo Tribunal Federal.

STF que o mesmo Jair achinchalha dia sim, outro também, e que pretende tomar de assalto caso eleito com a nomeação de ministros seus. Tudo declarado publicamente. STF que recebeu os tiros de fuzil de Jeferson ontem no cumprimento de mandado de prisão por descumprimento de sentença judicial. E quantas vezes Jair Bolsonaro - como fez Jeferson ontem - disse a seu gueto que não cumpriria decisão do Supremo? Sendo aplaudido por sua seita.

Roberto Jeferson que foi saudado pelos bolsonaristas (e por ele próprio Bolsonaro) quando declarou no twitter (em foto com o presidente) que o defenderia até a última pólvora. Muitas fotos nas redes sociais que Bolsonaro engoliu ontem após dizer que não existiam para negar vínculo com o bandido de carteirinha já condenado.

Uma mentira exposta em tempo real. Está aí o padre de festa junina Kelmon (preposto de Jeferson) na dobradinha com Bolsonaro no debate da Globo. O mesmo que perambula pelo país com a primeira dama Michele Bolsonaro, que no sábado declarou isto aqui num evento religioso:

"A Bíblia é tão maravilhosa que ela diz que os sábios se inclinam para a direita e os tolos se inclinam para a esquerda. O recado tá dado. E não sou eu quem estou falando, foi Deus quem falou.". Misturando, ilegalmente, religião com comício eleitoral.

Uma  impropriedade filosófica e religiosa. Jesus (como se lê na Bíblia) pregava a união e não a segregação. Ademais, foi crucificado porque teria combatido a direita. Ou seja, se tivéssemos como régua a ignorância da primeira dama, Jesus seria contra os de direita (Roma, pelo qual foi crucificado) e não de esquerda. Mas ele não estão nem aí para verdades ou conhecimento.

De volta aos fuzis e à granada contra o STF e os policiais federais, Bolsonaro e todo mundo com um pouco de inteligência e compreensão sabe que Jeferson apenas deu seguimento à orientação do seu chefe que no mês de maio discursou em Sergipe desse jeito aqui:

"A arma de fogo, além de segurança para as famílias, é segurança para nossa soberania nacional e a garantia de que a nossa democracia será preservada. Não interessa os meios que um dia porventura tenhamos que usar. Nossa democracia e nossa liberdade são inegociáveis"

Nada diferente do que fez Roberto Jeferson ontem dizendo-se numa batalha contra o arbítrio e em favor das liberdades, disparando contra policiais federais que cumpriam mandado de prisão emitido pelo Supremo Tribunal Federal que Bolsonaro achinchalha todos os dias, cujo sistema de segurança permitiu que um condenado mantivesse, de forma ilegal, um arsenal armamentista dentro de casa..

Não se pode dizer que  tivesse sido um mau aluno. E as redes sociais espalham sem qualquer escrúpulo que Jefferson tinha ligação era com Lula e não com Bolsonaro, como apontou o maior mentiroso da história brasileira no domingo, após ter mandado um ministro da Justiça para acalmar a situação tratada como crise quando crise nenhuma existia.

E sim um bandido, aliado do Presidente, que tentara assassinar dois policiais federais recusava-se a cumprir ordem judicial.

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