Os políticos, regra geral, não se importam com nada além de emendas parlamentares por óbvio.
Os prefeitos do Estado (divulgação da ATM) divulgaram ontem que estiveram com bancada congressista na terça.
Assunto: solicitar que municípios sejam contemplados com emendas de bancada. O Orçamento está no Congresso desde julho.
Dias atrás, o governador Wanderlei Barbosa também pediu aos mesmos congressistas pelas mesmas emendas.
As emendas de bancada no OGu 2023 elevam-se a R$ 284 milhões. O Estado tem direito a 15 emendas de bancada.
Como deputados e senadores podem eleger suas emendas como especiais com finalidades definidas (PEC 105/19) – mandar diretamente para Estados ou municípios - as movimentações políticas da ATM e do Palácio emergem-se conflitantes.
Ou os deputados e senadores atendem os prefeitos ou o Executivo. Ainda que este pudesse centralizar os recursos e encaminhá-los aos municípios numa ordem de prioridade mais específica e racional, dado conhecedor, em tese, de todas as necessidades estaduais, condição que o autorizaria, com menor margem de erro, a eleger a necessidade mais imediata dentre tantas..
E que se note: na postulação, Wanderlei Barbosa chegou primeiro, no dia 3 de novembro.
O prazo para as emendas, entretanto, foi adiado de 4 de novembro para esta quinta, 10 de novembro. Inicialmente era 20 de outubro.
Os prefeitos comeram poeira e acordaram com a dilatação do prazo. Um elemento a mais na equação política dado que estivessem preocupados com as emendas, teriam se reunido com a bancada no prazo inicialmente estabelecido.
A correr o risco atual, quando apenas três deputados federais foram reeleitos. Ou seja, cinco dos parlamentares com direito a opinar nas emendas de bancada (maioria) tendem a encaminhá-las a seus colégios eleitorais que não poderão atender em 2023.
E não em atendimento a pedido da associação que terá, no próximo ano, outra bancada para convencer sobre seus propósitos.


