Sábado, 24 de Out de 2026

ATM come poeira e chega atrasada para pedir emendas à bancada congressista!!! Como nenhum prefeito é néscio, uma movimentação meramente política e contrária ao Palácio. E olha que entidade é comandada por aliados do governo

10/11/2022 333 visualizações

Os políticos, regra geral, não se importam com nada além de emendas parlamentares por óbvio.

Os prefeitos do Estado (divulgação da ATM) divulgaram ontem que estiveram com bancada congressista na terça.

Assunto: solicitar que municípios sejam contemplados com emendas de bancada. O Orçamento está no Congresso desde julho.

Dias atrás, o governador Wanderlei Barbosa também pediu aos mesmos congressistas pelas mesmas emendas.

As emendas de bancada no OGu 2023 elevam-se a R$ 284 milhões. O Estado tem direito a 15 emendas de bancada.

Como deputados e senadores podem eleger suas emendas como especiais com finalidades definidas (PEC 105/19) – mandar diretamente para Estados ou municípios -  as movimentações políticas da ATM e do Palácio emergem-se conflitantes.

Ou os deputados e senadores atendem os prefeitos ou o Executivo. Ainda que este pudesse centralizar os recursos e encaminhá-los aos municípios numa ordem de prioridade mais específica e racional, dado conhecedor, em tese, de todas as necessidades estaduais, condição que o autorizaria, com menor margem de erro, a eleger a necessidade mais imediata dentre tantas..

E que se note: na postulação, Wanderlei Barbosa chegou primeiro, no dia 3 de novembro.

O prazo para as emendas, entretanto, foi adiado de 4 de novembro para esta quinta, 10 de novembro. Inicialmente era 20 de outubro.

Os prefeitos comeram poeira e acordaram com a dilatação do prazo. Um elemento a mais na equação política dado que estivessem preocupados com as emendas, teriam se reunido com a bancada no prazo inicialmente estabelecido.

A correr o risco atual, quando apenas três deputados federais foram reeleitos. Ou seja, cinco dos parlamentares com direito a opinar nas emendas de bancada (maioria) tendem a encaminhá-las a seus colégios eleitorais que não poderão atender em 2023.

E não em atendimento a pedido da associação que terá, no próximo ano, outra bancada para convencer sobre seus propósitos.

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