A inclusão da prefeita Cinthia Ribeiro na Executiva Nacional do PSDB (e a ausência do presidente regional Ataides Oliveira na chapa única) sela, a priori, o destino de ambos. Ponto de chegada e de partida.
Ainda que participe apenas como vogal, a direção nacional tucana sinaliza apoio (e prestígio político) à prefeita acima do que raciocínaria ter direito o ex-senador nas circunstâncias atuais.
Entre o passado, presente e futuro, uma nítida aposta nos dois últimos. O pragmatismo tucano já segue o fator-João Dória e não poderia ser diferente. Cíntia é uma das prefeitas de capital que tem o partido. E isto tem sua simbologia. E Ataídes não tem mandato.
Conclusão aparente: Cíntia ganhou publicamente legenda para disputar a reeleição que o grupo do ex-senador ameaçava dificultar. E Ataíde não só não terá apoio na estratégia em curso de expulsá-la como será forçado a compor diretórios e comissões com a prefeita. A partir das convenções (e por mera lógica político-eleitoral) a maior liderança tucana no Estado.


