O senador Ataides de Oliveira, no exercício do mandato de senador (fez um elogiado trabalho) transformou numa espécie de cavalo de batalha uma guerra santa contra o Sistema S (Sesc, Senac, Senai, Sesi, Senar, Sebrae, Secoop e Sest).
Chegou a publicar um livro, “A caixa preta do Sistema S”, com os resultados de auditoria realizada a seu pedido pelos órgãos de fiscalização – Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal.
Pois bem. O ex-senador encaminhou no último dia 10 de junho de 2022 (com assinatura reconhecida firma) uma carta às diretorias das mesmas entidades no estilo “esqueçam o que falei ou fiz” e “se me perdoares, te fareis feliz eternamente”.
Escreve o ex-parlamentar aos dirigentes do Sistema S que passou a criticar o Sistema S depois de não ter conseguido aprovar um projeto de lei de sua autoria para regulamentar o sistema. Mas diz que hoje vê que exagerou.
Ataides na carta pede desculpas aos dirigentes do Sistema S e garante que se for eleito (a governador ou senador) não irá fazer qualquer interferência ou comentário negativo ao Sistema S. E reconhece a importância do sistema para o desenvolvimento do pais.
Reconhecer equívocos é, certamente, uma virtude. O problema é que só agora, no período eleitoral, cerca de uma década depois, tenha decidido Ataides por fazer uma mea culpa que pode ser escrutinada por seus eleitores.
E que tem outras implicações: como o livro A caixa preta do Sistema S fora divulgado como sendo um apanhado de auditorias do TCU, CGU e Receita Federal, tem-se aí uma inconsistência. Ou ela estaria na fiscalização dos órgãos ou na leitura realizada pelo ex-parlamentar.


