O ex-prefeito Carlos Amastha oficializou o que público sempre esteve: o vereador Thiago Andrino é o candidato do PSB a prefeito da Capital (T1 Notícias).
Andrino é um vereador de quem não se pode falar em parlamentar de ações impróprias. Tem boa retórica, é articulado, possui carisma, sempre alimentou na população sua vontade de ser prefeito, enfim, um candidato que os marqueteiros diriam fácil de carregar.
A confirmação, com efeito, não perturba o movimento sucessório do partido na Capital dado que Amastha se encontrava em movimento por Andrino desde muito antes de deixar o cargo.
Há poucas dúvidas de que para o ex-prefeito, a então vice Cínthia Ribeiro assumiria o cargo de prefeito apenas como barriga de aluguel da candidatura de Andrino. Cínthia não concordou com a gravidez indesejada.
O partido é comandado por Amastha como Siqueira comandava o siqueirismo. Não se teve conhecimento de assembleias ou convenções municipais, mas Andrino já é o pré-candidato.
Uma decisão que, para os envolvidos, pode ter mais benefícios que custo. Andrino enfrentará as ruas com o fantasma de que seria teleguiado de Amastha, mas não se pode desconhecer o potencial eleitoral do ex-prefeito, seu carisma e o trabalho que fez na cidade. Ativo político considerável.
Não se pode criticar Amastha por isto afinal algo que está parado, a menos que seja perturbado, ficará sempre parado. Não deve crer o ex-prefeito (apesar do pouco tempo de práxis política) que as coisas pesadas caem de cima para baixo por causa do apetite pelo descanso.
É tão inteligente como político que como empresário. Os votos ao governo (na primeira majoritária que disputou no Estado) e os seus negócios respondem por isto. Tem lógica no discurso e na práxis.
Pode-se criticá-lo pelo excesso de auto-confiança que sugeriria arrogância e despotismo. Mas nas democracias se pode exercer a atividade política da forma que bem entender, desde que não se cometa crimes. Caso contrário não seria uma democracia.
A assertividade de Amastha contrasta com o "murismo" de Ronaldo Dimas e Laurez Moreira que não formaram lideranças que possam sucedê-los. Nos outros dois maiores colégios eleitorais do Estado.
Como Amastha, tem projetos para 2022 quando os quatro anos do próximo prefeito em suas cidades serão fundamentais dada a aridez de cargos políticos quando deixarem suas prefeituras.
Racionalmente já devem ter suas escolhas mas resistem em apontá-las por estratégia política. Se as trabalham no seu próprio quadro de auxiliares, tem até abril para colocarem-nas no balcão, dado o prazo de desincompatibilização. E ai já perderam o tempo que Amastha, a priori, teria ganho.


