Me ajudem aí: o cidadão e eleitor conhece a primeira-dama do Senado? E a primeira-dama da Câmara dos Deputados? E o que dizer do primeiro-damo de Palmas ou da Câmara Municipal?
Pois bem: o portal da Assembléia Legislativa gastou esforço público para divulgar ontem a agenda particular da primeira-dama do Legislativo estadual. Virgínia Andrade, esposa do presidente Antônio Andrade, que teria participado do 1º Encontro de Mulheres Municipalistas do Tocantins.
Não é a primeira vez que se dá essa confusão. Pelo título do evento, já se tem sua natureza. E casada com a expansão da TV Assembléia pelo Estado, tem-se campo e território para campanha eleitoral de 2022. Tudo às claras, ainda que não transparente dado que as finalidades apresentadas são outras mais altruistas.
Como é óbvio, primeira-dama não é cargo público a não ser por acidente. Me informe aí: estaria a primeira-dama (que repito não é cargo público, é título informal) representando o Legislativo no encontro? Um evento de cunho político-eleitoral? Para que merecesse cobertura de profissionais remunerados pelo poder público e divulgada no portal institucional da Assembléia. Ainda mais num evento eminentemente político!!!!
Entende-se (e compreende-se) os projetos do deputado Antônio Andrade (que faz um trabalho elogiado na presidência do Legislativo) e da esposa, Virgínia Andrade, que todos sabem pretende vôos na política. Inclusive na prefeitura de Porto Nacional. E tem motivação (e incentivos) para tanto.
Mas a confusão deliberada (ou involuntária) entre público e privado, esposa e deputado eleito, cônjuge e presidência do Legislativo não é demonstrativo de ativos a serem apresentados aos eleitores. E o que dizer da reação dos demais parlamentares que também podem reivindicar aberturas iguais para suas primeiras-damas. Por que não?Se o Legislativo pode ter um custo com a primeira-dama da presidência....porque não?


