Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Assembléia comunica afastamento de Moisemar Marinho. Expira hoje prazo para Brasão se apresentar! Mas onde andará nosso metaverso de "Wally Salomão"? Cadê Wally?

18/08/2023 475 visualizações

A Assembléia Legislativa publicou o pedido de afastamento do deputado Moisemar Marinho (PSB) para assumir o cargo de Secretário.

O 1º suplente, Junior Brasão, não havia sido encontrado na cidade onde é vereador, até a noite de ontem, para ser notificado.

Parece encarnar, seis décadas após, verso e metaverso do poeta e ativista baiano Wally Salomão: "a vida abençoada em circunstâncias malditas."

Ou no livro do grande poeta: “Me Segura Qu`eu Vou Dar Um Troço”, de 1.972. De modo esculhambado, claro. Trôpego como bêbado no escuro em rua de paralelepípedos.

Apesar das ilações e especulações perimetrais, o imbróglio dá aparência de ter origem mais no campo dos afetos pessoais do que em estrategemas eleitorais.

O PSB fez um acordo para que suplentes assumissem o cargo de deputado. Fato e legítimo. E Moisemar, ao aceitar o cargo de Secretário, cumpriu sua parte.

Como é óbvio, é dele o exercício mandato, foram dele os votos. Poderia não ter aceitado o convite do Governador. E pronto.

Sobraria a opção de, ele próprio, pedir licença para interesse particular por 120 dias por sessão legislativa. Só que sem remuneração. Ou licença para tratamento médico.

Feitas estas colocações, um outro partido não teria qualquer condição de influenciar nisto aí. O suplente a assumir será sempre ligado ao PSB, de Carlos Amastha. É a lei, extintas as coligações proporcionais.

Disto se deduz que Wanderlei Barbosa terminou contribuindo para a realização dos compromissos internos do PSB. Voluntariamente porque o Governador bem poderia chamar outro deputado, dado que Moisemar, até onde se sabe, não seria um especialista insuperável no setor.

Isto jogaria a crise (que é superficial) no colo do próprio PSB ainda que seja possível o raciocínio de que o partido quisesse ter soma dupla: a posse do suplente (compromisso interno) e desgaste no governo que o possibilitou, com a expansão de tentativas de cooptação de políticos do partido.

Algo descartado pelo presidente regional do PSB, Carlos Amastha,que disse ao blog não ter interesse em pedir de volta mandatos daqueles que deixarem o PSB pelo Republicanos, na campanha que de filiações que o partido do governador trabalha para o mês de setembro.

Aí é acreditar na promessa do ex-prefeito. A lei eleitoral, entretanto, abre a janela partidária de mudança sem perda do mandato em março do próximo ano.

Mas fica ainda a pergunta: onde andará nosso Wally Salomão?

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