Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Às voltas com índices estacionados em 7%, PSB é acusado por candidata a não aplicar os 30% determinados pela lei às campanhas das mulheres

luizarmandocosta 26/10/2020 696 visualizações

O ex-prefeito Carlos Amastha tem 20 dias para que o seu candidato, Tiago Andrino, cresça 29 pontos percentuais (414%) e alcance as urnas empatado com a prefeita Cínthia Ribeiro.

Tal ele próprio com Marcelo Lélis na sua primeira eleição (2012) quando entrou no dia das eleições com empate técnico, conforme o próprio Ibope que registrou há quatro dias 36% à prefeita e 7% ao candidato do PSB.

Se em 2012 Amastha era considerado a brisa da mudança, hoje o candidato por ele impulsionado é acusado, a pouco mais de duas semanas das eleições, do mais elevado grau de reacionarismo por uma candidata a vereadora do partido na Capital. Algo mais aderente ao próprio ex-prefeito (por sua trajetória política) que ao candidato, refratário até aqui a anacronismos.

Em postagem nas redes sociais ontem, Giovana Nazareno (que é presidente da Associação de Mulheres Policiais), pretextando defesa de um direito (30% dos recursos do fundo partidário para candidatas mulheres) – e que estaria sendo negligenciado pelo PSB à sua candidatura– expõe gastos eleitorais do partido não condizentes com o que, publicamente, informaria a legenda aos candidatos.

Diz Giovana no instagram que o partido teria justificado a não divisão dos recursos determinada pela legislação de forma equânime, em função dos gastos com contador e advogado: pela informação do partido, teriam custado R$ 900 mil (advogado) e R$ 400 mil (contador).

A candidata teria apurado (como postou no instagram) com os profissionais contratados que a despesa não teria passado de R$ 80 mil (para toda coligação) e R$ 50 mil. Um bom advogado ou contador certamente não aceitaria defender um candidato numa eleição de capital por apenas R$ 50 mil.

Mas o rastilho de pólvora foi aceso. Até porque se se declara publicamente (oficialmente) um valor menor que aquele dado a conhecer aos candidatos internamente, se estaria diante de indício de caixa dois.

Giovana (um trombone ambulante) sugere que o PSB esteja fazendo uso de candidatas laranjas para maquiar os gastos de campanha. Só o prova com o que diz ter presenciado ela própria. Nada de novo nas eleições, mas repreendido pela Justiça Eleitoral.

O partido certamente deve ter sua defesa técnica e política, mas não é situação (a acusação) o que se poderia ter como indiferente ao eleitor. O próprio STF já tem posição firmada da obrigatoriedade de se aplicar 30% do fundo eleitoral nas candidaturas das mulheres. E não em função de critérios partidários, ligados à vontade política dos dirigentes.

No caso de Palmas, até ontem (25 de outubro/1ª prestação de contas parcial), o PSB havia declarado gastos de R$ 2,022 milhões. Destes, R$ 1,033 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (cada vereador da Capital pode gastar até R$ 962 mil). E que o PSB tem, em nível nacional, o direito a R$ 109,5 milhões (de um total de R$ 2,034 bilhões).

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