Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Artífices omissivos do golpe do voto impresso, não será surpresa parlamentares do Estado irem às redes comemorando sua derrubada imposta não pelo parlamento, mas pela sociedade

09/08/2021 844 visualizações

O deputado federal Osires Damaso anunciou na semana passada seu apoio ao voto impresso. Deve defender, também, deduz-se, o retorno dos orelhões com fichas de telefone ou quem sabe a máquina de datilografia.

Damaso, que é filiado ao PSC, disse que tem apoio do ex-presidiário Roberto Jeferson (presidente nacional do PTB) para disputar o governo do Tocantins. Um incentivo e tanto.

Apesar do anacronismo e do alinhamento a Jair Bolsonaro, há que se notar no parlamentar a transparência no que pensa. Diferente da maioria de deputados e senadores que votam pró-Bolsonaro de olho em verbas federais que manipulam ao seu comando, mas que de público o negam ou omitem.

O voto impresso deve ir a plenário amanhã. Artur Lira (presidente) – que teve a quase unanimidade dos votos dos parlamentares do Estado – decidiu mandar a plenário a matéria derrubada na Comissão, com o Regimento debaixo do braço. O mesmo que o permite não levar a plenário os mais de 120 pedidos de impeachment do Presidente.

Como o ânimo da maioria agora, empurrada pela indignação popular e das classes empresariais, é pela derrubada da proposta do voto impresso – um golpe do Palácio do Planalto -, é provável que teremos nas redes sociais, depois da votação, deputados e senadores do Estado proclamando a democracia quando defenderam, com suas omissões, até então, o golpe de Estado explicitamente construído todos os dias pelo Capitão.

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