O bicho parece não ser tão feio como se pinta. Como publicou este blog em primeira mão ontem o governo arrecadou R$ 247 milhões de ICMS em junho (19% a mais que o previsto). O número do ICMS de junho confirma o que já apontava os indicadores da arrecadação tributária (todos os impostos) no Estado de janeiro a maio.
Relatório publicado pela Secretaria da Fazenda (atualizado no dia 26 de junho), demonstra um crescimento de 5,33% da arrecadação tributária de janeiro a maio/2020 comparado com igual período de 2019.
Foram R$ 1,628 bilhões (2020) contra R$ 1,546 bilhões (2019). No período, a inflação anual foi de 1,88%. De outro modo: crescimento real de arrecadação de 3,45%.
Os efeitos da pandemia foram identificados na queda entre março de abril. A arrecadação caiu de R$ 379,3 milhões (março/2020) para R$ 278,1 milhões (abril/2020). Um tombo de 101 milhões (26,6% menos).
No mês de maio/2020, a arrecadação tributária de R$ 310 milhões recuperou parte do prejuízo (R$ 32 milhões/11,51% mais que abril/2020). Mas não superou a queda de 21,24% comparado aos R$ 393,6 milhões da arrecadação tributária de maio de 2019.
No mês de maio, a maior arrecadação de impostos foi no setor de combustíveis: R$ 77,5 milhões (contra os R$ 77,1 milhões/abril. A arrecadação no comércio caiu para R$ 53,7 milhões em maio (foi R$ 58,4 milhões/abril) e a indústria recolheu R$ 29,8 milhões (tinha sido R$ 32,4 milhões/abril).
Implicou na elevação da arrecadação (apesar da queda no comércio e indústria) o aumento no Imposto de Renda (pessoa física), que passou de R$ 37,7 milhões (abril) para R$ 73,3 milhões (maio/2020).


