O Fisco registrava, na segunda, a um dia do final do mês, uma arrecadação de ICMS da ordem de R$ 239,3 milhões. O valor era algo próximo de R$ 10 milhões abaixo do esperado pela Secretaria da Fazenda. A meta do mês foi estabelecida em R$ 248 milhões.
Estatisticamente, entretanto, a situação não era tão ruim para os cofres públicos. E se assim o é, o governo estaria apertando os auditores a arrecadar imposto acima da capacidade do sistema.
Se na metade do mês, a arrecadação diária apontava queda de receitas, no encerramento indica aumento em relação a janeiro e fevereiro, se considerarmos apenas os dias úteis.
No mês de janeiro, para 23 dias úteis, os auditores colocaram nos cofres públicos R$ 272 milhões, cravando uma média diária de R$ 11,8 milhões arrecadados. Já em fevereiro, a arrecadação de R$ 237 milhões em 19 dias úteis possibilitou uma média diária de R$ 12,4 milhões. Isto em termos relativos.
Nominalmente, a arrecadação de março, da ordem de R$ 239,3 milhões até segunda, projeta um fechamento inferior aos R$ 272 milhões de janeiro e próximo dos R$ 237 milhões de fevereiro, mês em que a arrecadação é sempre menor pelo número de dias úteis.
Ainda que se apresente maior ( 7,2%) que os R$ 222 milhões (de março de 2019) e os R$ 218 milhões (março/2018) ou os R$ 172 milhões arrecadados de ICMS em março de 2017.
Ou seja, um crescimento de arrecadação de 38% entre março de 2017 e março de 2020, contra uma inflação na faixa dos 10% no período.


