A definição de uma ação conjunta entre governo e prefeitura da Capital (acertada ontem) era imperativo desde o início da pandemia. Assim como do governo com os demais municípios.
Palmas tem registrado diariamente o dobro de casos dos demais municípios, já detém 26% dos contaminados e 20% dos óbitos do Estado com apenas 19% da população. Com curva ascendente de mortos e contaminados.
Era situação perfeitamente previsível tomados a densidade populacional e o arreganho de isolamento social que oscilou na faixa dos 35%, em larga medida o pior isolamento do país durante o ano passado.
A impressão que se tinha era a de que ambos, isoladamente, não se opunham às regras da seleção natural em favor de posições político-partidárias, desviando-se da cultura democrática que subsiste justamente em sua oposição e para proteção dos mais fracos.
Talvez tivessem evitado parcela das 320 vidas perdidas para o vírus na Capital nos últimos dez meses. Num contexto em que o país caminha para registrar 3 mil óbitos a cada 24 horas e em que 79% dos brasileiros (pesquisa Datafolha deste sábado) já vê a pandemia fora de controle e 55% já diz ter medo de contrair o covid-19.
De forma que Mauro Carlesse e Cínthia Ribeiro agiram ontem como gestores públicos maduros, deixando de lado questiúnculas políticas em favor de ações conjuntas contra um inimigo comum: o vírus. Diferente da situação de outros Estados onde partidos e programas partidários tem sido o fio condutor da relação do poder público na pandemia.


