Os defensores de Jair Bolsonaro querem que o leve a sério. O Ministério da Educação informou ontem que decidiu desbloquear os R$ 2,6 bilhões que não havia bloqueado como informara na última segunda, tanto o Ministro quanto o Presidente. Desbloquear o não bloqueado é um achado.
Mas tudo fica por isto mesmo. Até para os candidatos que disputaram a eleição este ano escudados na bandeira da educação que se estavam mudos, mudos ficaram. E siga o barco.
No orçamento de 2023 protocolado no Congresso antes das eleições, o governo federal cortou R$ 3 bilhões da área da saúde. Os candidatos eleitos e não eleitos também ficaram mudos. Passada a eleição, agem como se nada fosse e pedem mais Bolsonaro.
Daqueles R$ 3 bilhões tungados na saúde, o montante de R$ 975 milhões foi retirado de programas destinados à saúde indígena. Bolsonaro em estado bruto dada sua atuação contra as comunidades indígenas. E novamente deputados federais e senadores calados.
Arrisco uma razão: no mesmo orçamento de 2023, o governo federal eleva em R$ 3 bilhões o orçamento de emendas secretas de relator, destinadas a mimos não transparentes a parlamentares. Passa dos atuais R$ 16 bilhões para R$ 19 bilhões.
Poder-se-ia raciocinar que os R$ 3 bilhões da saúde (hospitais, atenção básica, alta complexidade, campanhas e que tais) deixaram o Ministério da Saúde para cair no bolso dos parlamentares. Tudo público.
Mas os defensores de Bolsonaro querem que se veja lê como cré. E a qualquer resistência lógica, apontam logo: é lulista!!! Desconhecem e tem raiva de quem o conheça, o Pathos, ethos e logo de Aristóteles.


