O jogador/baladeiro Neymar vai demorar a estrear no Al-Hilal. E quem o diz é próprio treinador da equipe – Jorge de Jesus - que criticou ontem a CBF por convocá-lo para as eliminatórias da Copa 2026.
“Não vai conseguir treinar ainda com o time. Não sei quando vai estar em condições para poder jogar". É o que reproduziu o UOL ontem.
Neymar não joga há mais de seis meses. E é reconhecidamente um jogador pernicioso a qualquer grupo. Muito dinheiro e nenhuma formação. E não estou dizendo de curso acadêmico. Suas peripécias são públicas.
Já é bilionário sem jogar bola. Vai receber na Arábia Saudita 320 milhões de euros (cerca de R$ 1,7 bilhão), incluindo salário, luvas e acordos comerciais. Isso dá mais de R$ 70 milhões por mês, ou R$ 2,3 milhões por dia.
Equipe dos mesmos árabes que entregaram aquele pacote de joías ao governo brasileiro nas mãos de Jair Bolsonaro e que o ex-presidente tentou passar nos cobres nos EUA, vender na xepa para fazer uns trocados.
O jogador (ou ex-jogador) pode fazer o que quiser da vida. Até defender ditadores como o fez no ano passado após Jair Bolsonaro perdoar seus milionários débitos de imposto de renda. Vem daí a declaração pública de voto no Mito.
E agora empresta/vende sua imagem aos sauditas. Uma das mais sangrentas ditaduras do planeta que reprime direitos de mulheres e homossexuais. Uma monarquia absolutista onde não há parlamento nem Constituição.
Só isto? Não!!! A TV Bandeirantes tem como chamariz, agora, a transmissão de todos os jogos do campeonato árabe, denominado de “Sauditão”.
Os sauditas – que tem 25% do petróleo do planeta – querem, como se nota, construir uma imagem positiva pelo esporte.
E que esqueçamos de suas atrocidades!! Se o EUA podem fazê-lo, porque não Neymar?
E sigamos nós com nossos centavos de real. E o pensamento bobo de que liberdade, moral, ética e direitos civis seriam algo in natura e inalienável.
Quando cursava faculdade em Goiânia, nos anos de chumbo da ditadura militar brasileira, chamávamos aisto de imperialismo do vil metal e a quem não o abjurasse, um alienado.
Hoje se prefere o tal Natan e seu "tem cabaré esta noite". Ou: tem cabaré esta tarde na TV.


