Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Arábia Saudita: um mensageiro "benévolo" para ditadura malévola na telinha da TV e no papo dos boleiros do jornalismo esportivo. Como diria outro "ídolo: "tem cabaré esta noite"!

20/08/2023 1685 visualizações

O jogador/baladeiro Neymar vai demorar a estrear no Al-Hilal. E quem o diz é próprio treinador da equipe – Jorge de Jesus - que criticou ontem a CBF por convocá-lo para as eliminatórias da Copa 2026.

“Não vai conseguir treinar ainda com o time. Não sei quando vai estar em condições para poder jogar". É o que reproduziu o UOL ontem.

Neymar não joga há mais de seis meses. E é reconhecidamente um jogador pernicioso a qualquer grupo. Muito dinheiro e nenhuma formação. E não estou dizendo de curso acadêmico. Suas peripécias são públicas.

Já é bilionário sem jogar bola. Vai receber na Arábia Saudita 320 milhões de euros (cerca de R$ 1,7 bilhão), incluindo salário, luvas e acordos comerciais. Isso dá mais de R$ 70 milhões por mês, ou R$ 2,3 milhões por dia.

Equipe dos mesmos árabes que entregaram aquele pacote de joías ao governo brasileiro nas mãos de Jair Bolsonaro e que o ex-presidente tentou passar nos cobres nos EUA, vender na xepa para fazer uns trocados.

O jogador (ou ex-jogador) pode fazer o que quiser da vida. Até defender ditadores como o fez no ano passado após Jair Bolsonaro perdoar seus milionários débitos de imposto de renda. Vem daí a declaração pública de voto no Mito.

E agora empresta/vende sua imagem aos sauditas. Uma das mais sangrentas ditaduras do planeta que reprime direitos de mulheres e homossexuais. Uma monarquia absolutista onde não  há parlamento nem Constituição.

Só isto? Não!!! A  TV Bandeirantes tem como chamariz, agora, a transmissão de todos os jogos do campeonato árabe, denominado de “Sauditão”.

Os sauditas – que tem 25% do petróleo do planeta – querem, como se nota, construir uma imagem positiva pelo esporte.

E que esqueçamos de suas atrocidades!! Se o EUA podem fazê-lo, porque não Neymar?

E sigamos nós com nossos centavos de real. E o pensamento bobo de que liberdade, moral, ética e direitos civis seriam algo in natura e inalienável.

Quando cursava faculdade em Goiânia, nos anos de chumbo da ditadura  militar brasileira, chamávamos aisto de imperialismo do vil metal e a quem não o abjurasse, um alienado.

Hoje se prefere o tal Natan e seu "tem cabaré esta noite". Ou: tem cabaré esta tarde na TV.

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