Essa operação da Polícia Federal nesta quinta que resultou na prisão de um secretário da Prefeitura de Palmas e dinheiro em uma casa (como divulgou a própria PF) é grave.
Operações da PF e do MPF devem ser defendidas em favor da administração da coisa pública. É o papel das instituições.
Da mesma forma que os investigados tem direito ao princípio do contraditório. O Secretário teria sido preso em flagrante por suposta lavagem de dinheiro.
A prefeita Cínthia Ribeiro (como apurou o blog agora há pouco) não vai passar a mão na cabeça de secretário que por ventura tenha se metido em irregularidades. Está auxiliando os investigadores.
E nem poderia: primeiro porque até aqui Cínthia (em dois mandatos) não foi acusada de qualquer desvio de recurso público.Mas não pode condenar ninguém.
Posicionar-se ao lado dos acusados indistintamente e sem maiores informações para juízo valorativo poderia, por outro lado, arrastar a prefeita para o olho do furacão onde ela não estaria. Prefeitos não são ordenadores de desembolso.
Até porque sobre o objeto das operações (contratação de livros e ônibus escolares) a prefeita estaria guarnecida por decisões de TCE que teriam arquivado os processos.
No caso do transporte, uma curiosidade. A operação se dá no dia em que a Prefeitura abre um pregão justamente para licitar o serviço.
E a empresa, contratada de forma emergencial, teria impetrado recursos em tribunais em Brasília justamente contra a licitação de hoje.
Serviço que havia sido contratado no início do ano depois que licitação no final do ano passado ter sido deserta (sem concorrentes com condições de participar da licitação). E os estudantes, em início de ano letivo, não poderiam ficar sem o transporte.


