Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Apontar os acertos qualifica a crítica: há ainda problemas, mas governo, pelos dados demonstrados ontem pelo Secretário a deputados, avança na saúde pública

luizarmandocosta 19/02/2020 268 visualizações

Defendo que apontar os acertos qualifica a crítica. Por isto não há como não reconhecer (a partir do exposto pelo Secretário da Saúde ontem na audiência pública no Legislativo) ações do governo no setor que, apesar das deficiências e intercorrências recorrentes, indicam que nem tudo vai mal na administração pública do sistema de saúde pública.

Primeiro, uma informação que passa despercebida pelo público na hora de reconhecimento, mas que impulsiona segmentos da sociedade à crítica: gastos com contratos de pessoal na rede de saúde, não raro, tratada como cabide de empregos para cabos eleitorais.

O governo reduziu o número de funcionários na Saúde em 2,6%. Passou de 11 mil e 902 servidores no 1º quadrimestre de 2019 para 11 mil 685 no 3º quadrimestre. Diminuiu nos contratos (menos 131), nos efetivos (menos 432) e nos comissionados (menos 40).

Por outro lado, reduziu a farra dos plantões (identificados pela auditoria DataSus). Para os R$ 37,4 milhões gastos com plantões em 2018, o governo consumiu com o expediente que elevava poupança de médicos com recursos públicos apenas R$ 22,6 milhões no ano passado. Uma economia de R$ 14,7 milhões.

A ação favoreceu, por lógica, o desempenho administrativo hospitalar. O governo fechou o ano com 87% do estoque de materiais hospitalares preenchido (contra 74% do 1º quadrimestre) – de um total de 854 itens padronizados. Nos medicamentos, encerrou o exercício com 90% do estoque contra 72% do primeiro quadrimestre (de 632 itens padronizados).

O Secretário apontou ainda as 6 mil cirurgias eletivas do período, as 24 mil de urgências (contra 17 mil cirurgias em 2018) e a diminuição do tempo de espera de cirurgia ortopédica no Hospital Geral de Palmas: de 48,7 dias no início de 2019 para apenas 8,7 dias no final do ano.

Isto tudo sem prejuízo dos repasses obrigatórios da saúde a municípios que em 2019 elevaram-se a R$ 32 milhões contra os R$ 29 milhões de 2018 e os R$ 23 milhões repassados em 2017.

Como disse, demonstrar os acertos qualifica a crítica.

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