Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Apoio do agro a Dorinha representa ganho à candidata do UB que sai na frente de Vicentinho Jr e Laurez na atração de fatia considerável do PIB estadual historicamente dividida na política regional

22/04/2026 1023 visualizações

A senadora Dorinha Seabra (UB) recebeu na última segunda-feria  – diz o grupo governista - “forte apoio” de lideranças do setor produtivo.

Na verdade, seria mais assertivo dizer que obteve o apoio de “fortes lideranças” do setor produtivo. A ordem dos fatores, aqui, altera a soma.

De todo modo, saiu à frente de Vicentinho Jr (PSDB) e Laurez Moreira (PSD) que, ou sugeriam contar com os produtores rurais ou, na dúvida, acenavam com mais benefícios à classe, caso eleitos.

Os três no Estado repetem a polarização do agro-nacional com o presidente Lula. Apesar do Plano Safra de meio trilhão de reais do governo federal para 2026.

O agronegócio no Tocantins (produção, industria de transformação, comércio e serviços derivados e exportações) é responsável por 70% de todas as riquezas produzidas no Estado por ano.

A categoria tradicionalmente é unida nas reivindicações, mas dividida nos apoios. Ficou dividida em vários governos (Carlos Gaguim, Marcelo Miranda e Siqueira, para ficar só nestes). 

E por diversas razões: Fundeagro, disputa sindical (Aprosoja quis enterrar a Faet) e inclinações político-partidárias. Dorinha conseguiu reuni-los na segunda. O desafio é mantê-los unidos.

Quem não se lembra do presidente da Federação, suplente de deputado federal Junior Marzola (aliado de Kátia Abreu que defendia Siqueira) liderando caminhadas por Carlos Gaguim.

Ou os movimentos dos sindicatos contra os frigoríficos pelo preço do boi gordo.

Chegaram a assar boi no rolete na Capital (em frente ao Sindicarnes) prometendo doá-lo a instituições de caridade quando pronto.

Dormiram à noite e a carne estragou, passou ou perdeu o ponto. Tiveram que doar o valor em dinheiro.

Os jornalistas que cobriam o evento não perceberam a manobra. E o preço da arroba pago pela indústria não foi alterado.

Sindicarnes (frigoríficos), Aprosoja (soja) e Federação da Agricultura (sindicatos rurais) – que movimentam o agro – brigam, politicamente, entre si historicamente.

Tê-los, juntos, de um mesmo lado, acrescenta. E muito. Potenciais e estimados 400 mil votos agregados.

É um grupo que não tem motivos para mudar governo. De janeiro a março deste ano, o Estado arrecadou R$ 1,391 bilhões de ICMS de 54 mil contribuintes normais.

Os 85 mil contribuintes individuais produtores rurais recolheram apenas R$ 8,39 milhões. A Fazenda registra 139 mil contribuintes.

Na circulação interna, recolhem (quem paga é o consumidor) imposto de 1% e 2%. Na exportação (que movimentou R$ 16 bilhões no ano passado), zero imposto.

E agora o governo os isentou de 1,2% do fundo estadual de transportes.

A alíquota geral de ICMS (inclusive aquela lá no  mercadinho da esquina) do Estado é 20%.

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1 Comentário(s)

José Moreira Noleto 22/04/2026

é eu meu nome é José Moreira Noleto eu nasci em Gurupi 1956 são dos 15 primeiros filhos nascido aí quando meu pai chegou nessa cidade e tinha apenas 14 barracões de palha hoje deixar muito claro que professora Dorinha ela vai ter meu voto e eu quero que ela seja a primeira governadora mulher do Estado de Tocantins e por onde eu ando eu tô falando sobre ela tô aqui em Miranorte Já tive dois irmãos tiveram em Araguaína tem uns primos aqui em Barrolândia em Guaraí e por onde eu ando só da Dorinha nossa governadora

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