Terça-feira, 21 de Abr de 2026

Estratégia do Republicanos pode sugerir que governo não tenha força política de negociação para enfrentar escolha do UB/PP/PL e necessite de pressão subliminar ao díálogo. Ou se estaria diante de uma tática farsesca eleitoral

21/04/2026 126 visualizações

A declaração do deputado Carlos Gaguim ontem de que é candidato 100% ao Senado e que teria o apoio dos líderes nacionais dos partidos UB/PP (Federação) tem sentido tópico e lógico.

Uma conexão indiscutível entre o pensamento/tese e o problema. Argumento de validez lógica sem aposição de irracionalidades.

A vontade política é atributo pessoal indelegável. E o apoio da Federação foi comprovadamente declarado em vídeo por Antônio Rueda e Ciro Nogueira, presidentes nacionais do UB e do PP.

E não se viu resistência do PL.

O PL saiu da janela partidária como o maior partido na Câmara dos Deputados (96 deputados federais). E tem um candidato a presidente (Flávio Bolsonaro) empatado com Lula.

 O nº de deputados federais é um dos balizadores do sistema partidário e representativo.

O UB ficou com 51 e o PP fechou com 49 parlamentares. Os três teriam, assim, 196 deputados federais. Contra 43 do Republicanos.

Partido que, no Estado, saiu menor: perdeu dois dos três deputados federais e cinco deputados estaduais (mais da metade da bancada no Legislativo).

Em contrapartida, ganhou um federal e outro estadual. Soma negativa. Denominador: perdeu um deputado federai e quatro deputados estaduais.

Ficou sem o presidente da Assembléia Legislativa e não terá um governador daqui a oito meses. Isto tem preço.

E não se está diante de um paradoxo de Alice: quando se torna menor, não significa que estivesse agora maior do que era. Não ficou maior no que se tornou.

Só a Federação (UB/PP) saiu com 100 deputados federais. Maior que o PL. E duas vezes maior que o Republicanos. Significa mais dinheiro de fundo de campanha e tempo de propaganda

A imposição de Eli Borges por Wanderlei levantaria outra questão: se o ativo eleitoral, político e administrativo do governador garantisse uma vaga na chapa, não haveria razões para enfrentamentos.

Não seria mais producente o governador reuní-los: olha Dorinha, eu apoio vocês, mas quero uma vaga de senado!! Dorinha se reuniria com os seus e efetuaria o cálculo de custo/benefício.

E pronto!! Os fatores para a negociação ou ruptura estão dados mesmo. E são muito explícitos e nítidos.

A pergunta é: para Wanderlei, manter sob seus domínios (e do partido) o cargo de vice-governador (que está vago na chapa) não seria mais vantajoso que no Senado?

Lugar que tem sido utilizado pela oposição mais como palanque de amplificação de questões regionais do governo? Ou seria isto  mesmo o projeto!!

Wanderlei  pode ser candidato novamente daqui a quatro anos. Quando sua hoje candidata, numa eventual eleição, terá direito a reeleger-se.

Disto se tem que Wanderlei pode não estar sendo notado como possuidor, na prática, de ativo político na dimensão que imagina ter. Ou ele já o esteja pressentindo.

Sem prejuízo da sugestão de se estar diante de outro tipo de negociação  mais heterodoxa e menos ortodoxa. E com diferentes elementos que sustentem a falta de lógica e liame dos movimentos.

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