O concurso da vereadora Laudecy Coimbra ao grupo da pré-candidata Janad Valcari é soma positiva ao projeto da deputada do PL.
Muito embora Janad dele tenha se aproveitado (com a ajuda dos portais de notícias) para expressá-lo mais como uma derrota de Cínthia Ribeiro (que não é candidata) do que com adição de apoio à plataforma da pré-candidata a prefeita.
Janad, com efeito, tem se rodeado, entretanto, de técnicos insuspeitos na construção de seu projeto. A ex-secretária Adriana Aguiar (que projetaria ações na educação) ressaltou ao blog ontem que estão debruçados sobre muito trabalho. Um ponto positivo ter-se um diagnóstico para poder prognosticar.
Ora, como se sabe no meio político (e ela o declarou no Bastidores da Política/TV Norte/SBT Tocantins), Laudecy há muito não era da base da prefeita por, segundo ela, discordar de processos políticos e administrativos.
Laudecy deveria ser tratada pela pré-campanha de Janad pelos votos e credibilidade política. Ela teve a sétima maior votação para vereadora em Palmas (2018): 1.912 votos. Janad saiu das urnas naquele ano com 2.083 votos. Ou seja, com Laudecy, Janad teria ganhou outra Janad. Só que em outro campo eleitoral.
É, Laudecy, herdeira também do patrimônio político do ex-deputado federal e ex-presidente do MDB e da Assembléia, Junior Coimbra. Um dos pioneiros da Capital.
Modebas que ainda a tem como referencial de Junior Coimbra que chegou a ter o voto unânime dos convencionais emebebistas do Estado para ser o candidato do MDB a governo nas eleições de 2014!!
Era um dos maiores líderes do MDB na Câmara dos Deputados e aliado do ex-presidente Eduardo Cunha. Um poder político indiscutível.
Só não foi candidato ao governo porque a Executiva nacional fez intervenção, decretando Marcelo Miranda (que vinha de uma cassação) como o candidato que terminou saindo vitorioso nas urnas. E depois enfrentou a segunda cassação.
Talvez fosse Junior Coimbra a situação pudesse ser outra. Para o governo, Laudecy e o MDB. Muito do ativo de Junior permanece colado a Laudecy.
Do ponto de vista partidário, Laudecy teria que buscar um grupo político, dado que o Solidariedade (onde é filiada) saiu menor das urnas em 2022 (não cumpriu o mínimo de deputados federais exigido), sendo obrigado, pela clausula de barreira, a fundir-se com o Pros para obter fundo partidário e eleitoral.
Muito embora não exista coligação na chapa proporcional (vereadores) o número de candidatos e seus ativos representam muito na eleição. Uma garantia de que o Solidariedade trabalharia para fazer o número suficiente de votos do quociente eleitoral ou partidário para a reeleição de Laudecy poderia ser um fator da equação.
Poderia apoiar Carlos Amastha, do PSB? Poderia. Junior Coimbra foi vítima de acidente justamente na campanha de Amastha que coordenava.
Mas aí talvez tivesse que mudar de partido já que o Solidariedade é presidido no Estado pelo ex-senador Vicentinho Alves cujo filho, deputado federal Vicente Jr, é o presidente do PP regional e já declarou apoio a Janad Valcari do PL.
E está aliado a Wanderlei Barbosa, adversário do ex-prefeito da Capital.


