Dados da Secretaria da Fazenda e do Portal das Transparências comprovam o que já se sabia: o aumento das despesas de salários superior à arrecadação.
De janeiro a maio de 2023, o governo arrecadou receitas de R$ 6,267 bilhões. O valor é R$ 536 milhões (9,3%) superior aos R$ 5,721 bilhões de janeiro a maio de 2022.
A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 3,94%, que implica ter a arrecadação do Estado apresentado um crescimento real no período de 5,36%.
Ocorre que as despesas (empenhadas) nos cinco primeiros meses do ano situaram-se na faixa de R$ 5,723 bilhões. Ou seja, R$ 630 milhões (12,4%) acima dos R$ 5,07 bilhões de janeiro a maio de 2022.
E o fator preponderante: as despesas de pessoal passaram (no mesmo período) de R$ 3,04 bilhões (2022) para R$ 3,287 bilhões (2023).
Um avanço de R$ 249 milhões (praticamente uma folha de salários a mais) nas despesas de pessoal em um ano. E tudo indica que os números podem ser piorados: há os 25%, o piso de enfermagem e uma dezena de demandas de corporações diversas passíveis de serem implementadas ainda este ano.


