Apesar da elevação da dívida pública com a contabilização dos passivos (determinação do TCE), o governo pode ter fechado 2019 melhor do que 2018, na capacidade de pagamento.
O rating da Secretaria do Tesouro Nacional é feito depois do encaminhamento do balanço das contas anuais. Os dados de 2019 levarão à Capag 2020 que é o que o governo precisa para tomar os empréstimos da Caixa e BB.
Na Capag 2019, o governo estava na letra A (endividamento), B (poupança corrente) e C (índice de liquidez). Este último levava o rating total para a letra C, impossibilitando-o de contrair empréstimos.
O balanço de 2019 (que aferirá a Capag 2020) aponta avanço no índice de liquidez. O governo fechou o ano com uma disponibilidade de caixa bruta de R$ 1 bilhão e 129 milhões contra a disponibilidade de caixa de R$ 754 milhões registrada em 2018 (da Capag 2019).
Um aumento de poupança interna de R$ 375 milhões. Como cortou R$ 386 milhões de despesas (obrigações), a relação obrigações/disponibilidade de caixa (que dá o índice de liquidez), tudo indica favorecerá o Estado deixar a letra C, abrindo a janela para os financiamentos.
Nos outros indicadores, o governo praticamente manteve-se estável em relação a 2018. Com ligeira elevação no endividamento, com a contabilização dos passivos que alteraram a relação Dívida Consolidada/Receita Corrente.
Elevou a dívida para R$5,4 bi (contra R$ 3,3 bi de dezembro/2018) mas também a Receita Corrente que passou de R$ 7,1 bi (2018) para R$ 8,5 bi (2019), contrabalançando, certo modo, o registro dos passivos.
Na poupança corrente (Despesas Correntes/Receitas Correntes ajustadas) também sofreu pouca alteração.


