Esta semana falou-se muito em investimentos no Estado. Um ministro anunciou recursos para o turismo na segunda e ontem chineses estiveram com o governador Mauro Carlesse.
Não é conversa nova. Vem desde os primeiros governos. E o Estado continua como antes de ser criado: economia fundada no comércio. Como tem uma indústria incipiente, apenas revenda de produtos fabricados em outros Estados.
Nada diferente do câmbio com Belém (PA) ou Vila Boa (GO), pelas canoas de bubuia no rio Tocantins ou nos lombos de burros com os Caiados e Ludovicos. Em ambos, sabia-se os cavalgados e os cavalcantes.
A conversa mole do turismo segue. No Estado, o setor sequer dispõe de uma Secretaria, apesar do propalado potencial e os recursos da Agência situarem-se na faixa de 0,17% do orçamento.
E o que sobra: o PIB do turismo (serviços de alojamento/hospedagem e alimentação) não passam de 1,5% do PIB regional estimado em R$ 31 bilhões. Só perde para a mineração que, apesar de o Estado possuir a maior reserva de ferro da América (maior que Carajás) já prospectada entre Porto e Ponte Alta, tem um PIB nanico de meros R$ 89 milhões (IBGE/2015).
O restante do PIB é composto por indústria (14,20%), agropecuária (13%) e o comércio que detém nada menos que 70% de participação no PIB regional.
Ou seja: vivemos de troca de produtos que não produzimos porque não temos indústria suficiente.
Relação de comércio semelhante ao câmbio do século XIX.


