Sábado, 24 de Out de 2026

Apenas três federações partidárias foram oficializadas no país. No Estado pode mudar em nada na avaliação do eleitor acossado pela carestia dos alimentos e dos combustíveis

03/06/2022 438 visualizações

Findo na última terça o prazo, apenas três federações foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral: PT/PCdoB/PV, PSOL/Rede e PSDB/Cidadania.

No Estado, a priori, estariam totalmente livres MDB PSB e todos os partidos da base do governo Bolsonaro: PL, PP, PSC, PTB, União Brasil (que tem um candidato provisório) e assemelhados, mais PDT (Ciro) e que tais.

Há ainda muitas dúvidas sobre o fator verticalização nas eleições. O texto da lei autorizaria, num primeiro raciocínio, coligação entre federações e, também, partidos e federações nas eleições majoritárias (presidente/governador/senadores). Isto porque a federação (mais de  um partido) seria tratada como se um partido fosse.

E voltaria com as coligações livres entre partidos nas eleições proporcionais (deputados estaduais e federais), proibidas desde 2017.

Neste prisma, a única mudança operada prática pela lei aprovada no ano passado seria a perenidade por no mínimo quatro anos da coligação/federação.

Caso prevaleça o raciocino da verticalização da federação, entretanto, PT (Paulo Mourão), PV e PCdoB não poderiam, por exemplo, fazer uma eventual coligação para governador com o aliado nacional PSB (no Estado presidido por Carlos Amastha) que já tem declarado um candidato majoritário, o deputado federal Osires Damaso, do PSC aliado nacional de Bolsonaro.

No outro caso (federação com partido isolado), a federação petista poderia unir-se ao PSB desde que ele não tivesse candidato majoritário. Na proporcional, como se nota da resolução, os partidos podem fazer coligações com legendas de outras federações.

A situação coloca o governador Wanderlei Barbosa, pela lei, enquadrado como os demais candidatos ligados a Jair Bolsonaro: livre de amarras partidárias. E isto, por óbvio, favoreceria a eleição de um candidato do segmento conservador no Estado. É um raciocínio meramente teórico porque pragmaticamente, a economia é que move o eleitor. E como está fartamente comprovado, o custo de vida tem aumentado no atual governo, ideologicamente administrado justamente por um conservador.

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