Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Antônio Poincaré dando nome à ponte de Porto tem mais valor e compreensão histórica que FHC na de Palmas. O resto é negação da história ou preconceito pequeno-burguês!!

luizarmandocosta 22/10/2020 337 visualizações

Aqui e acolá ouço buxixos acerca do projeto do deputado Valdemar Junior de dar o nome do ex-prefeito Antônio Poincaré de Andrade (conhecido como Antônio Buchim) à nova ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional. Confundem-no, nas querelas político-partidárias, com o filho, Antônio Andrade, presidente do Legislativo estadual, escapulindo da história. Um retrocesso. Em período eleitoral, pior ainda.

É a mesma turma que aplaudiu o governo erguer um memorial ao comunista reacionário tenente Luis Carlos Prestes (aquele que ficou conhecido pelo golpe não tentado, a tal intentona e por ter se apropriado de alimentos, de mulheres e de um jornal portuense na sua Coluna), a implantar um relógio do sol, a reproduzir a família do Estado em bustos cujos rostos se assemelham à fisionomia da família do primeiro governador  e a reprodução na praça principal do Estado de uma réplica da tentativa de golpe dos tenentes do Forte de Copacabana. E o que não dizer de ponte FHC!!!

Se fosse uma retórica de classes, diria que partiriam as reações de pequeno burgueses. Os burgueses, lucrando com seus negócios, estão pouco se lixando com esse negócio de homenagem em ponte. Mas como não é, imputo a desconhecimento histórico combinado com uma boa  medida de preconceito.

Antônio Poincaré de Andrade derrotou a elite e burguesia de Porto Nacional em 72 em cima de um jipão sem capota e sem portas, que fosse hoje seria proibido pelo Detran de transitar nas ruas e tendo linguiças como símbolo daqueles que não podiam comprar carne de boi.

Jornalista (tinha o jornal/periódico Porto Nacional no linotipo) obrigou, com seu discurso e prática, as tradicionais lideranças do MDB, seu antípoda (era da Arena) a seguir o que impunha a população. Numa Arena dividida (Arena 1, Arena 2 e Arena 3), venceu fácil. No cargo, sofreu perseguição mas recuperou o mandato por decisão judicial de instância superior.

Não era mais prefeito (79) quando a velha ponte foi inaugurada. Estava ocupado em outra construção: a fundação da cidade de Nova Fátima (originária de Fátima) e depois Fátima, onde foi prefeito por duas vezes. Cidade que a nova e velha pontes ligam-na a Porto Nacional.]

Haveria maior pré-requisito (ou se exigiria maior fundamento histórico) que este para abrigar a nova ponte o seu nome?

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