Uma chapa única e 24 votos favoráveis (em todos os cargos) dão bem a noção da liderança do deputado Antônio Andrade na sua reeleição na presidência do Legislativo estadual. E, de quebra, a força política do Palácio Araguaia que tem Andrade como aliado.
A reeleição com tamanha musculatura política no Legislativo implica em tranquilidade para Mauro Carlesse conduzir a sua sucessão. É inequívoca a formação de um grupo monolítico (apesar de contar com várias legendas políticas) em favor de um grupo político e projeto de poder.
Um grupo heterogêneo que se tem o apoio de partidos conservadores (oriundos do siqueirismo) é composto por extremistas do PT (como a corrente do deputado Zé Roberto) do de outra petista (Amalia Santana) da corrente mais liberal do Partidos dos Trabalhadores, cujo maior líder é Lula.
A mesa diretora, que tem sete integrantes, não passa despercebido, é composta por quatro deputados portuenses: Antônio Andrade (presidente), Cleiton Cardoso (vice), Leo Barbosa (segundo vice) e Valdemar Junior (segundo secretário). Não são de Porto apenas Jair Farias (primeiro secretário) e Vanda Monteiro (3ª secretária) e Amalia Santana (4ª secretária).
Ou seja, 57% da mesa é de portuenses que já tinham 29% das cadeiras no Legislativo estadual (sete deputados). Já podem formar uma bancada.


