Sábado, 24 de Out de 2026

Antinomia da jornada dos servidores: governo pode, a exemplo da prefeitura, reduzir em 20% o custeio com seis horas. equivalente a R$ 1,8 bi anuais. Mas negaceia o expediente até não mais poder

22/09/2021 1182 visualizações

O governo negaceia com a jornada de seis horas para o funcionalismo. Põe e tira. Há nos bastidores especulações de que Mauro Carlesse possa, finalmente, fixar a jornada reduzida.

Razões é o que não faltam. Estudos da Prefeitura da Capital demonstram que a jornada de seis horas implementada na administração municipal resultou numa economia de 20% nas despesas correntes (custeio e salários).

Como o princípio matemático é o mesmo, significaria no Estado uma economia da ordem de R$ 1,8 bilhões anuais, considerando as despesas correntes do governo em agosto de 2021 (R$ 760 milhões de salários e custeio).

Prevalecida a equação, sobraria ao governo para justificar a não adoção da jornada de seis horas tão somente argumentações políticas.

E que levaria, por óbvio, a outra dedução: a política teria mais sentido à administração do que 20% a mais de despesas com salários, água, luz, telefone e que tais que a jornada de oito horas em vigor provocaria.

Uma contradição vetorial considerado o ajuste fiscal que o governo tem feito e aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

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