Duas decisões racionais ontem do governador Mauro Carlesse.São decisões inteligentes a exemplo da medição do isolamento social e uso das informações das redes sociais para combater aglomerações.
Na primeira anunciada ontem, Mauro Carlesse decidiu antecipar e escalonar o pagamento dos salários dos servidores públicos estaduais. No Estado são cerca de 50 mil servidores do governo, um terço dos 140 mil funcionários públicos do Estado.
O setor público (todas as esferas) é, realmente, o maior empregador do Estado. O segundo maior patrão é o comércio (116 mil empregados) e a agropecuária (90 mil), de acordo com a PNAD/IBGE de dezembro passado.
Se o governo teve com funcionários (ativo e inativos) uma despesa bruta com salários média mensal de R$ 438 milhões (2020), a massa salarial no Estado (IBGE) dos trabalhadores fechou o ano em R$ 1,100 bilhão. Ou seja, o governo é responsável por 48% da massa salarial.
Esse pessoal aí com a grana na conta vai ao comércio e movimenta a economia. O escalonamento dá racionalidade às circunstâncias do Covid-19. E aí a outra medida complementar: o trabalho remoto (publicado no Diário Oficial de ontem) para a categoria até o próximo dia 31 de março.
O governo recomenda no Decreto 6234/2021 que os prefeitos decidam-se por medidas semelhantes. A gravidade da aceleração e casos e óbitos não aconselhariam algo diferente.
Com as duas medidas, deduz-se, espera o governo ganhar tempo para o recebimento de vacinas na medida da demanda e para a disponibilização de mais leitos de UTI Covid-19 nas redes pública e privada.


