Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Antecipação de campanha eleitoral na Capital, além da flagrante ilegalidade, eleva os preços dos apoios inflacionando o mercado da sucessão metropolitana

27/09/2023 944 visualizações

A campanha eleitoral pela prefeitura de Palmas já está nas ruas, bastidores políticos e nos gabinetes. As pesquisas quantitativas de consumo interno (não raro retratando o interesse do contratante) sugerem uma disputa entre a deputada Janad Valcari (PL), o ex-prefeito Carlos Amastha (PSB)e o deputado Junior Geo.

Mas atenção: as qualitativas é que balizam essas intenções e nelas pode-se prefigurar alterações e até inverter resultados.

Pesquisa a que o blog teve acesso agosto/setembro – e que não pode ser divulgada - apontava, nessa ordem, a preferência estimulada do eleitor. Os três registrando índices nas duas casas percentuais.

Adicionando a estes nomes o deputado Ricardo Ayres (Republicanos) e a deputada Vanda Monteiro (UB), ainda que se apresente muito cedo para avaliações, está claro que a ala governista não seguiria junto.

E por mera lógica, a consequência previsível seria os votos governistas dividirem-se, favorecendo a oposição, cristalizada até agora em Carlos Amastha. Isto possibilitaria a oposição ir para o segundo turno contra um candidato da situação. Matemática pura.

Daí a disputa interna governista (Palácio Araguaia e Paço Municipal) para antecipar o candidato ungido por Wanderlei Barbosa e Cínthia Ribeiro que faz uma administração impecável na cidade (como Wanderlei faz no Estado), apesar das críticas oposicionistas.

Ambos destacam-se, por enquanto, prudentemente sem movimentos eleitorais porque tem noção das consequências inflacionárias nas campanhas causadas pela antecipação. E, claro, do risco nágua que é firmar acordos eleitorais e financeiros um ano antes da campanha eleitoral.

No mercado publicitário e político, já se preocupa com a alta dos preços antecipados. Fala-se em custos de  mais de R$ 30 milhões na campanha de 2024.Na última eleição municipal na Capital (2020) os 14 candidatos a prefeito declararam despesas de R$ 14,2 milhões.

A campanha mais cara foi da deputada Vanda Monteiro (R$ 3,899 milhões), seguida da prefeita Cínthia Ribeiro (R$ 3,349 milhões) e do suplente de deputado federal Tiago Andrino (R$ 2,5 milhões). Junior Geo declarou ter gasto apenas R$ 970 mil  e Eli Borges (R$ 582 milhões).

Uma ilha da fantasia, claro, já que estes valores não elegem um vereador da Capital. No paralelo, conhecedores de campanhas eleitorais por dentro os multiplicam por dez.

Isto tudo para administrar um orçamento de R$ 2 bilhões anuais (2023) numa cidade onde o salário de prefeito é de R$ 24 mil. Ou seja, R$ 288 mil anuais e R$ 1,152 milhões brutos no quadriênio.

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