Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Anomia tucana: vereadores do PSDB, que já foram da base do ex-prefeito, sinalizam não apoiarem aliança de Cínthia com Amastha! Como não sugerem outro nome, querem uma derrota só sua!!!

11/03/2024 911 visualizações

O ex-governador Marconi Perillo, presidente nacional do PSDB, lembrou a prefeita Cínthia Ribeiro como candidata natural ao Senado ou Governo daqui a dois anos.

Manifestou o óbvio: Cínthia, prefeita de Capital, com as contas em dia e presidindo um partido como o PSDB, seria naturalmente uma candidata da legenda em 2026, como ele próprio, Marconi, quer disputar novamente o governo de Goiás.

No encontro tucano de hoje, entretanto, quem levou chumbo nas asas foi o ex-prefeito Carlos Amastha (presidente regional do PSB e pré-candidato). Os vereadores do PSDB na Câmara de Palmas manifestaram-se refratários a uma aliança de Cínthia com o ex-prefeito.

Ou seja, seriam mais adversários de Carlos Amastha do que a prefeita Cínthia Ribeiro que ainda não declinou nomes. Nem rechaçou apoio ao ex-prefeito. Pelo contrário, tem dele se reaproximado, mantendo nível de conversa estabelecendo pontes e não valas.

É um movimento, o dos vereadores, que parece solto, mas não é. É calculado. Miram, por mera lógica política, nas eleições proporcionais onde aspirariam ter maior apoio de Wanderlei Barbosa, com uma aliança entre Cínthia e o Governador.

Na tese, Cínthia se anularia em favor do apoio aos vereadores tucanos. E, também por lógica, deles ficaria refém por dois anos. Ou mais. A chapa majoritária do Palácio não cabe Cínthia.

Ali já tem Wanderlei, Laurez,Carlos Gaguim, Eduardo Gomes e que, seguindo esse roteiro, teria, com o PL,  a prefeitura da Capital, reduto de Cínthia.

Nunca é demais ressaltar que a eleição de Palmas este ano pode ir para o segundo turno. O PSDB tem mantido conversas com o PSB em nível nacional.

É mais racional supor o PT de Lula (cujo vice é Geraldo Alkmin, PSB) apoiar um destes candidatos (do PSDB ou PSB) do que um concorrente ligado ao bolsonarismo, como parece apontar o Palácio Araguaia.

O partido, no entanto, não tem candidato competitivo para outubro. Excluindo a possibilidade Janad  - que Cínthia não apoiaria de jeito algum - sobraria para Junior Geo.

Isto é: se o parlamentar, antes, obter do Podemos anuência para mudar de partido. Vanda Monteiro, neste aspecto, parecer estar mais longe. Mas o problema é que o PDT – que pode obter seu concurso – está na base governista.

E que se note: muitos dos vereadores contrários a Amastha eram seus aliados em suas administrações. Romperam por interesses contrariados.

Como dizia o jornalista Salomão Wenceslau: a questão é o jeito de “apalpar” a égua, Edgaaar!!!””

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