Já vai para 48 horas da intervenção do PTB na direção regional do partido e o ex-presidente, deputado Antônio Andrade, não se posicionou sobre a derrubada.
Andrade, como apurou este blog, irá pronunciar-se na próxima terça-feira, quando terão passados seis dias de sua cassação na legenda.
Corre o risco, entretanto, de sua estratégia de saída demonstrar fragilidade no conceito popular. Ao não refutar com veemência dos injustiçados a tomada do cargo à força, pode provocar diversas especulações. Dentre elas, que tivesse comercializado a legenda.
O deputado estaria, como se apreende nos bastidores, conversando com lideranças e a expectativa e que irá mudar de sigla, levando o maior número possível de filiados para outra legenda. O PTB tem dez prefeitos no Estado.
O período de recomposição, entretanto, não dispensaria, evidentemente, a reação imediata de repúdio à decisão partidária sem qualquer discussão interna ou problemas jurídicos e políticos que pudessem contaminar o partido.
Antonio Andrade tem a seu favor, por outro lado, que a intervenção justificaria sua saída do partido sem deixar o mandato a esperar a janela partidária de abril do próximo ano.
E deve ter como auxiliar na empreitada o governador Mauro Carlesse certamente ameaçado pela nova diretoria interventora que informou ao distinto público sairá com candidatos a governo e ao Senado. Uma das vagas pretendidas pelo governador.


