Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Anátema da Covid-19: anuncia-se mais serviços essenciais que podem ser liberados.Não se assuste se abrirem os prostíbulos caminhando para 1.500 mortes na 2ª

luizarmandocosta 11/04/2020 453 visualizações

No dia em que a Covid-19 aumenta seu número de vítimas no Brasil, com mais de mil óbitos (1.056 que podem chegar a próximo de 1.300 neste sábado com a aceleração de 20% a cada 24 horas), o presidente da República vai às ruas, coça o nariz, cumprimenta uma idosa sem limpar as mãos. Incentiva as pessoas a retirarem máscaras e luvas, as abraça, faz selfies. E neste sábado republica vídeo do seu discurso de 25 de março quando eram registradas apenas 57 mortes  em que defende a volta ao trabalho e o fim do isolamento social.

Tudo o contrário do que seu Ministério da Saúde e a OMS recomendam no isolamento social contra o vírus que já matou mais de 100 mil pessoas no planeta em dois meses. No Brasil, o avanço foi de 144% em uma semana. De outro modo: no próximo sábado podemos estar lamentando cerca de 3.100 mortes em 24 dias do primeiro óbito registrado. E Bolsonaro indo às feiras, coçando o nariz e abraçando seus fiéis que se comportam como seita.

E quem for contra isto, é contra Jair Bolsonaro. Ora, vá lá. Bolsonaro foi eleito, tem que governar até o final do seu mandato. Se os eleitores o reelegerem, que assim seja. Mas não pode brincar com vidas humanas fazendo uso do apoio que tem de celerados e alienados nas redes sociais. A impressão que dá é que se inventou a morte e a vida ideológicas que seriam determinadas pela régua do governante de plantão. E não pelo estado democrático e de direito em vigor no país, sob os comandos de uma lei maior, a Constituição da República.

A população que tem bom senso, conhecimento e acostumada a ter a razão como medida, é obrigada a tolerar lunáticos nas redes sociais, celerados e alienados, defendendo uma irresponsabilidade dessas, já condenada por praticamente todos os países do mundo. O Brasil do presidente é hoje um país pária. Digo o Brasil deste presidente, porque não é o Brasil da maioria. E isto não é ser contra Bolsonaro. E sim a favor de nossas vidas.

A irresponsabilidade presidencial sugere insanidade mental. Neste sábado já se divulga que na próxima segunda o governo federal irá decretar mais atividades como serviço essencial para liberar funcionamento!!! Se segurem porque até prostíbulos podem entrar no decreto. Um empurrão para acelerar a espiral de óbitos, como ocorre na Itália, França e Estados Unidos.

A cada ato irresponsável presidencial, as pessoas que tem deficiência de informação, impulsionadas por celerados lunáticos e alienados, deixam suas casas e vão às ruas sujeitar-se a contaminar-se com o vírus que é invisível. E depois o repassam a mais e mais pessoas em escala exponencial. Isto não é invenção, é fato.

Uma alienação cuja consequência mediata e imediata, conforme a ciência, é proporcionar mais contaminados e, portanto, mais mortes no país. Cegos e alienados, eles não enxergam um palmo adiante do nariz. Se seu comando nas redes sociais sugerir que matem seus pais e filhos para que não sofram com a Covid-19, certamente o farão.

No pior dos cenários que se pudesse estimar acerca de insanidade e abuso dos instrumentos democráticos de políticos populistas e reacionários no país, em favor de seus interesses pessoais, certamente as atuais circunstâncias o superariam.

Caminhamos para um anátema à semelhança do suicídio em massa de cerca de mil pessoas (das quais cerca de 300 crianças) determinado pelo louco varrido Jin Jones, na década de 70, na Guiana francesa que faz divisa com Roraima. Um dos mais simbólicos casos de alienação já vistos na civilização.

A irresponsabilidade presidencial no Covid-19 é o cianeto que o líder da seita Templo dos Povos mandou seus seguidores ingerir em Georgetown. Ele próprio não tomou: preferiu disparar uma bala em sua própria cabeça.

Bolsonaro tem tempo ainda para mudar condutas e assumir o cargo de presidente como determina a Constituição. Não sei se seus seguidores o fariam, na deficiência cognitiva racional que apresentam, nesta cruzada contra a razão em favor de projetos ideológicos chinfrins sem essência nem substância.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano