O governo federal deve reunir governadores nesta quarta. Jair Bolsonaro pode anunciar um pacote de bondades aos Chefes de Executivos estaduais em troca do voto de suas bancadas na Reforma da Previdência como proposta pelo Ministério da Economia.
O governador Mauro Carlesse já esteve com Bolsonaro e com os congressistas do Estado. É provável que não tenha unanimidade, mas pode entregar a maioria dos votos. A Reforma da Previdência é uma necessidade do país embora não seja a sua solução.
O presidente tem levado à risca sua proposta de campanha de desconstruir. Só que não se limita à desconstrução ideológica que imagina necessitar o país, plural como se espera suceder nas democracias.
As medidas propostas pelo governo federal de auxílio a Estados perdulários (o Tocantins é um deles) – já antecipadas no mérito – servem-se mais a aprofundar-lhes os problemas que ajudar a solucioná-los no que desconstrói do contencioso jurídico nacional.
Na mesma medida em que derruba a Lei Complementar 101 (a denominada Lei de Responsabilidade Fiscal) e as regras da Secretaria do Tesouro Nacional que, como qualquer órgão público, cartão ou banco, não libera crédito a quem não pode pagar as prestações.
Na mais grave das medidas, o governo federal pode retirar dos governos estaduais a obrigação de apresentar capacidade de pagamento para avais da União a empréstimos em bancos. Uma possibilidade de jorrar R$ 40 bilhões de empréstimos de bancos oficiais nos próximos quatro anos.
(.......)
Basta ter um projeto político do governo federal para ser aprovado e aí retomamos o anacronismo. Um expediente que o governo federal diz enfrentar todos os dias na sua cruzada por desconstruções.
Leia mais: https://www.jornaldotocantins.com.br/editorias/opiniao/tend%C3%AAncias-e-ideias-1.1694943/anacronismos-liberalizantes-1.1793072


