Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Amigos lá, inimigos, cá!!!! Com opção Néris, PDT, de uma só tacada, expõe um paradoxo e uma contradição. Não tem como dar certo!!!!!

luizarmandocosta 16/03/2020 424 visualizações

Essa disputa entre Milton Néris (PDT) e o ex-prefeito Carlos Amastha pode, tudo indica, levar os pedetistas a constrangimentos previsíveis.

Milton é mais que adversário de Amastha. É quase inimigo, uma burrice em política. E foi aí que o PDT decidiu amarrar sua mula.

Diferente de quando comandado pela senadora Kátia Abreu (ex-ministra da Agricultura, uma liderança nacional), Carlos Lupi colocou no comando do partido um prefeito de um município de 13 mil habitantes. Lupi é um colecionador de escândalos.

Intuo que facilitaria, por hierarquia, o manejo dos fundos partidário e eleitoral, a  exemplo do que fez Jair Bolsonaro com o PSL. Não se imagina Jairo Mariano enfrentando Carlos Lupi.

Jairo Mariano tem lá suas qualidades, é presidente da Associação dos Municípios, mas nunca exerceu liderança acima disso. O PDT no Estado é ainda uma comissão provisória.

A razão indicaria que o PDT ganharia mais se aliasse com o PSB de Amastha que tem um candidato: Tiago Andrino. E não com um adversário do PSB já que como está colocado a diferença reside entre pessoas e não partidos. No caso, uma equação formada de elementos excludentes.

Só para situar: o PSB pode abrir mão da candidatura de João Campos em Recife (PE) em prol da candidatura do deputado Túlio Gadelha (PDT). Simples avaliação de riscos ou possibilidade de êxito. A lógica.

Junte-se a isto, a possibilidade (também concreta) de fusão entre o PSB e o PDT (em discussão) que implicaria certamente em desdobramentos em Milton Néris, não  modificada sua motivação pessoal inicial.

Em Palmas, a lógica também aponta para maiores chances de um candidato do PSB, apoiado por um ex-prefeito por dois mandatos e que disputou o governo com números surpreendentes, do que com um vereador recém chegado no PDT, ainda que dispute mandatos desde o início da cidade.

E ainda por cima, inimigo de um dos vice-presidentes nacionais do PSB, cuja aliança nacional foi firmada na semana passada, envolvendo eleições nos mais de cinco mil municípios brasileiros.

Ou seja: o PSB seria companheiro do PDT (que quer novamente disputar a presidência com Ciro Gomes) nacionalmente, mas regionalmente o PDT no Estado seria seu inimigo.

E que se note: partidos são associações nacionais e não regionais.

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