Os deputados devem reeleger na próxima terça-feira Amélio Cayres (Republicanos) na presidência do Legislativo por mais dois anos a partir de 2025.
Estamos na metade de 2024 e o expediente já foi considerado inconstitucional pelo STF (ADI 6709/21).
A PEC aprovada, autorizando a reeleição na mesma legislatura, por mera lógica, só tem sentido para a reeleição do atual presidente.
Ou seja, a valer a razão, não haverá um outro candidato com possibilidade de reeleição a presidente na votação de terça.
Amélio terá, assim, a unanimidade para continuar produzindo números como estes.
No ano de 2023, Amélio teve um orçamento de R$ 408,2 milhões (LOA R$ 312,5 milhões mais suplementação de R$ 95,8 milhões).
O valor é R$ 82,4 milhões (20,1%) acima do orçamento gasto em 2022 (R$ 325,8 milhões). A inflação de 2023 foi de 4,62%. Há um aumento real nos gastos de 15,48%.
No ano passado o Legislativo não contratou pessoal, não fez obras, não investiu, não comprou imóvel, não distribuiu dinheiro ao povo, enfim.
Se compararmos 2021, o buraco é maior. Lá, o Legislativo gastou R$ 295,3 milhões. Cerca de R$ 113 milhões a menos do que os R$ 408 milhões do ano passado. Ou: 27,6% a menos contra inflação de 10,40% entre 2021 e 2023.
Lá em 2021, o Legislativo gastou R$ 3,483 milhões com a TV Assembléia. No ano passado, a estrutura custou R$ 6,7 milhões.
Um aumento de gastos na TV Assembléia de 97% (R$ 3,3 milhões) no biênio. Lembrando: contra inflação de 10,40% nos dois anos.
Os dados estão no balanços protocolados pelo Legislativo no Tribunal de Contas do Estado. E a inflação é do IBGE.
Enquanto isto, o Estado é destaque no desmatamento do cerrado, o 3º maior desmatamento do país (crescimento de 177%) – divulgado ontem pelo MapBiomas.
Ah!!!! Os deputados não produzem receitas!!!! aos cofres públicos!! Nem riquezas à população.


