Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Amastha rompe e sem querer romper. Pelo contrário: defende alianças, diz ao blog que parte da população entendeu seu projeto e que 2022 já começou

luizarmandocosta 24/10/2018 2383 visualizações

O ex-prefeito Carlos Amastha, de volta a Palmas, diz do muito que teria aprendido na primeira disputa ao governo (suplementar e eleições gerais) no Estado: sou um homem melhor, avalia, involuntariamente expondo ter compreendido na política (onde é considerado ainda recente) a relevância da diferenciação entre contingente e necessário. E quando as idéias se tornariam causas efetivas.

E isto – como entende – se deveria ao conhecimento que, agora, tem do Estado, das dificuldades por que passa a população mesmo com um potencial que avalia ser imensurável. Tanto do ponto de vista humano quanto natural. "Estive com cada cidadão em praticamente todos os municípios do nosso Estado, com duas ou três ações podemos mudar essa realidade".

Em conversa com este blog ontem, o Amastha que emerge, com efeito, é um político predisposto a ir novamente às urnas em 2022. "Antes tem ainda 2020", diz o ex-prefeito, sugerindo a necessidade de seu grupo ganhar as eleições municipais, especialmente nos cinco maiores colégios eleitorais (Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso).

Amastha tem motivos aparentes para continuar: das eleições suplementares às eleições gerais este ano registrou um crescimento de apoio popular (votos) de 78% (cerca de 100 mil votos a mais). Um índice  6,5 vezes maior que o registrado pelo governador eleito Mauro Carlesse entre uma eleição e outra (12%). E conseguiu furar o bloqueio em Gurupi, Araguaína, Porto Nacional, Paraíso e no Bico do Papagaio, desbancando (ou cooptando para seu projeto) líderes tradicionais.

Não é um indicador a ser desprezado, sequer menosprezado. Ainda que Carlesse (que não poderá ir à reeleição em 2022) também tivesse disputado o governo pela primeira vez, contava com a Administração, empregos, verbas, apoio logístico e a estrutura política que os governos possuem nos municípios.

Evidente que Amastha necessita aumentar o seu ativo político na Capital condizente com o desempenho que manteve na cidade, indiscutivelmente melhor do que aquela que recebeu de Raul Filho, captando também o voto ideológico identificado em Palmas e nos maiores colégios eleitorais do Estado. Cidade de que se vangloria ter conseguido implementar 80% da rede municipal com escola de tempo integral.

Para isto contaria com a prefeita Cíntia Ribeiro, que o sucedeu e que reputa de total confiança. "Somos parceiros e companheiros", diz o ex-prefeito, explicando que os seus adversários é que inventam todo dia animosidade entre ambos.

Diz que não passa por sua cabeça no momento assumir qualquer cargo público (nem mesmo na prefeitura, cargo político com Cíntia) porque pretende recuperar as perdas pessoais (empresariais) dos últimos anos. "A Cíntia terá que se viabilizar politicamente para disputar a reeleição, manter uma base sólida na Câmara", adianta, deixando antever que irá trabalhar pela construção de sua candidatura em 2020.

Processos na Justiça? O ex-prefeito se diz tranquilo. Ontem celebrava o seu não indiciamento na Operação Nosostros. Sobre o Previpalmas, diz não ter tido qualquer participação e que, se for apurada irregularidade, o responsável deve ser punido. "Defendo que o Previpalmas deveria ser administrado por um profissional do setor e as aplicações serem feitas por quem entende de mercado, o que eu poderia fazer eu fiz para auxiliar para uma administração mais competente e profissional".

"Eu mudei demais, não tenho mais aquela rigidez de conceitos, sou mais tranquilo e hoje nada me diminui (cargos), andei por 60 dias por esse Estado, falando com as pessoas. Estou mais feliz de que quando era prefeito, sabia que enfrentaria muitas dificuldades, que seria praticamente impossível (ganhar a eleição) mas fui e a população me entendeu. Esse Estado é viável, qualquer coisa que se fizer, que dá valor agregado, pode mudar a realidade. E nós vamos fazer isso".

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