Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Amastha entrega os anéis para não perder os dedos: oferecer-se e ao partido para vice de candidatos de legendas antípodas é jogar a toalha com antecedência expondo fragilidades eleitorais

24/07/2024 1080 visualizações

O político Carlos Amastha deve estar administrando um conflito existencial com o empresário Carlos Amastha.

O primeiro buscando transformar realidades com ações políticas.

E o segundo avaliando o custo disso.

Política é entrega, doação. Empresário é troca, cambiagem.

A sinalização de Amastha de possibilidade de deixar a candidatura a prefeito por uma vice ao PSB, entretanto, sugere que o empresário tenha prevalecido até no anúncio da busca de composição já no primeiro turno.

É situação que não tem volta, palavra solta ao vento. Para o eleitor, no subconsciente e inconsciente, Amastha desistiu da candidatura. E do seu voto para prefeito.

Não adiante, após a verbalização da proposta, dizer que não aconteceu a aliança. Que pode  não acontecer mesmo. Mas a renúncia já teria se dado.

Obviamente que aquele que se oferece se sujeita ao preço praticado pelo mercado. E mercadoria oferecida tem preço menor do que aquela disputada.

É curiosa a entrevista que o considerado coordenador da campanha de Amastha, Adir Gentil, tenha oferecido o PSB para ocupar a vice de Eduardo Siqueira (Podemos) ou de Janad Valcari (PL).

Partidos bolsonaristas, enquanto o PSB é da base do governo federal. O vice-presidente da República é do partido. Aliança defendida até dias atrás pelo próprio Amastha.

Mais curioso ainda é o coordenador oferecer-se a Eduardo Siqueira e a Eduardo Gomes (que não é candidato) e não a Janad Valcari, a cabeça de chapa do PL.

Não deve estar sendo muito cômodo a Amastha a decisão.  Depois de reeleito em Palmas, disputou o governo e foi derrotado. Dois anos após, perdeu a eleição na Capital com seu candidato, ex-deputado Thiago Andrino "Amastha, e perdeu para sua criatura, a ex-vice Cínthia Ribeiro.  Em seguida não conseguiu eleger-se senador.

Neste toada, está há sete anos sem mandato.

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